Decreto n.º 229/75
Table of Provisions (9)
Statutory Text (9 Articles)
Decreto n.º 229/75
de 15 de Maio
Considerando a necessidade de garantir à sucursal da Manutenção Militar, em Évora, uma zona de segurança indispensável à execução das funções que lhe competem;
Considerando a conveniência de ficarem bem definidas as limitações impostas pela servidão militar a estabelecer para o efeito;
Considerando o disposto nos artigos 1.º, 6.º, b), 12.º e 13.º da Lei n.º 2078, de 11 de Julho de 1955, e as disposições do Decreto-Lei n.º 45986, de 22 de Outubro de 1964;
Usando da faculdade conferida pelo artigo 16.º, n.º 1, 4.º, da Lei Constitucional n.º 3/74, de 14 de Maio, o Governo decreta e eu promulgo o seguinte
Fica sujeita a servidão militar a área de terreno confinante com a sucursal da Manutenção Militar, em Évora, compreendida entre a vedação da propriedade militar e uma linha poligonal paralela a esta e dela distando 30 m pelos lados poente e norte e 50 m por nascente e sul.
Na área referida no artigo anterior é proibido, sem licença devidamente condicionada da autoridade militar competente
a) Fazer construções de qualquer natureza, mesmo que sejam enterradas ou subterrâneas, ou obras de que resultem alterações nas alturas dos imóveis já existentes;
b) Fazer depósitos permanentes ou temporários de materiais explosivos ou inflamáveis e condutas para transporte desses materiais;
c) Alterar o relevo e a configuração do solo por meio de escavações ou aterros;
d) Instalar linhas de energia eléctrica ou de ligações telegráficas ou telefónicas, quer aéreas, quer subterrâneas.
Ao comandante da Região Militar de Évora compete, ouvida a Direcção do Serviço de Fortificações e Obras Militares ou órgãos seus delegados, conceder as licenças a que se faz referência no artigo anterior.
A fiscalização do cumprimento das disposições legais respeitantes à servidão objecto deste decreto, bem como das condições impostas nas licenças, incumbe ao director da Manutenção Militar, ao Comando da Região Militar de Évora e à Direcção do Serviço de Fortificações e Obras Militares ou órgãos seus delegados.
A demolição das obras nos casos previstos na lei e a aplicação das multas pelas infracções verificadas são da competência da delegação do Serviço de Fortificações e Obras Militares na Região Militar de Évora.
Das decisões tomadas nos termos do artigo 3.º cabe recurso para o titular do Departamento do Exército; das decisões respeitantes a demolições previstas no artigo anterior cabe recurso para o comandante da Região Militar de Évora, e da decisão deste para o titular do Departamento do Exército.
A área descrita no artigo 1.º vai demarcada na planta topográfica de Évora na escala de 1/1000, organizando-se oito colecções, com a classificação de «Reservado», que terão os seguintes destinos
Uma ao Estado-Maior-General das Forças Armadas - 4.ª Divisão;
Uma ao Estado-Maior do Exército - 3.ª Repartição;
Duas ao Comando da Região Militar de Évora;
Uma à Direcção do Serviço de Fortificações e Obras Militares;
Duas ao Ministério da Administração Interna;
Uma ao Ministério do Equipamento Social e do Ambiente.
Este decreto entra imediatamente em vigor.
Vasco dos Santos Gonçalves - Silvano Ribeiro - Manuel da Costa Brás - José Augusto Fernandes.
Promulgado em 8 de Maio de 1975.
Publique-se.
O Presidente da República, FRANCISCO DA COSTA GOMES.