Legislator Case Law & Legislation
639/17 AI generated

Constitutional Court dismisses appeal after declaring the challenged law unconstitutional in a prior ruling.

Case Number 639/17
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court dismissed the Public Prosecutor's appeal regarding the unconstitutionality of Article 7(3) of Law No. 34/2004. Although the Prosecutor argued the law violated constitutional protections for profit-making entities, the Court had already declared the same norm unconstitutional in a previous decision due to its failure to consider the concrete economic situation of such entities. Consequently, the Court negated the appeal's provision based on the binding force of that prior declaration of unconstitutionality.

Legislator headnote

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Art. 282(1) Const.; Art. 79-D(1) LTC; Art. 82 LTC; Art. 20(1) Const. - When a norm is declared unconstitutional with general binding force in a prior ruling, subsequent appeals challenging the same norm must be dismissed without further examination.

Keywords

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declaration of unconstitutionality general binding force recurso obrigatório Lei n.º 34/2004 proteção jurídica pessoas coletivas Tribunal Constitucional

Cited Legislation

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Art. 79-D, n.º 1, da Lei n.º 28/82, de 15 de novembro (LTC)
Art. 82.º da LTC
Art. 282.º, n.º 1, da Constituição
Art. 20.º, n.º 1, da Constituição da República Portuguesa

Cited Case Law

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Full text

ACÓRDÃO Nº 322/2018

Processo n.º 639/17

Plenário

Relator: Conselheiro Pedro Machete

Acordam, em Plenário, no Tribunal Constitucional:

O Ministério Público, recorrente nos presentes autos em que é recorrida A., SGPS, Unipessoal, Lda., notificado do Acórdão n.º 698/2017 (acessível, assim como os demais adiante citados, a partir de http://www.tribunalconstitucional.pt/tc/acordaos/), e considerando que o mesmo decidiu a questão da inconstitucionalidade da norma do artigo 7.º, n.º 3, da Lei n.º 34/2004, de 29 de julho de 2004, na redação conferida pela Lei n.º 47/2007, de 28 de agosto, na parte em que recusa proteção jurídica a pessoas coletivas com fins lucrativos, sem consideração pela concreta situação económica das mesmas, em sentido divergente ao adotado nos Acórdãos n.ºs 216/2010 e 671/2014, interpôs recurso obrigatório para o Plenário, ao abrigo do disposto no artigo 79.º-D, n.º 1, da Lei n.º 28/82, de 15 de novembro (LTC).

Admitido o recurso, apenas o recorrente alegou, concluindo no sentido de que a citada norma é inconstitucional e, por conseguinte, de que deve ser negado provimento ao presente recurso.

Posteriormente, e na sequência de processo promovido pelo Ministério Público nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 82.º da LTC, o Tribunal Constitucional, no seu Acórdão n.º 242/2018, declarou a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, da norma do artigo 7.º, n.º 3, Lei n.º 34/2004, de 29 de julho, na redação dada pela Lei n.º 47/2007, de 28 de agosto, na parte em que recusa proteção jurídica a pessoas coletivas com fins lucrativos, sem consideração pela concreta situação económica das mesmas, por violação do artigo 20.º, n.º 1, da Constituição da República Portuguesa. Deste modo, atentos os efeitos de tal declaração de inconstitucionalidade, cumpre negar provimento ao presente recurso (cfr. o artigo 282.º, n.º 1, da Constituição).

Sem custas.

Lisboa, 20 de junho de 2018 - Pedro Machete - Maria de Fátima Mata-Mouros - Gonçalo Almeida Ribeiro - Maria José Rangel de Mesquita - José Teles Pereira - Fernando Vaz Ventura - Catarina Sarmento e Castro - Lino Rodrigues Ribeiro - Joana Fernandes Costa - João Pedro Caupers - Maria Clara Sottomayor - Manuel da Costa Andrade