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984/05 AI generated

Constitutional Court rejects request for clarification on proportionality analysis regarding administrative appeal deadlines.

Case Number 984/05
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court rejected a request by a company to clarify why it did not analyze a restriction on appeal deadlines under the principle of proportionality. The applicant argued that the court applied an arbitrary 10-day limit instead of the 15-day norm without addressing the proportionality test. The court declined the request because the applicant failed to identify any obscurity or ambiguity in the original decision.

Legislator headnote

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Art. 669(1)(a) and 716 of the Civil Procedure Code; The Constitutional Court may order clarification of a decision only if obscurity or ambiguity exists, which is absent when the applicant fails to point to specific defects in the reasoning.

Keywords

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clarification request obscurity or ambiguity proportionality principle administrative deadlines constitutional review procedure

Cited Legislation

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Art. 669(1)(a) of the Civil Procedure Code
Art. 716 of the Civil Procedure Code
Art. 69 of the Law on Organization, Functioning and Procedure of the Constitutional Court
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Full text

Acórdão 411/06

ACÓRDÃO N.º 411/2006

Processo nº 984/05

1ª Secção

Relatora: Conselheira Maria João Antunes

Acordam, em conferência, na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

1. Notificada do teor do Acórdão nº 310/2006, pelo qual o Tribunal Constitucional decidiu negar provimento ao recurso por si interposto, vem agora a recorrente A., S. A. requerer esclarecimentos, nos termos seguintes:

«Verificado pelo douto acórdão notificado que o art. 283° do Código de Procedimento e Processo Administrativo foi aplicado na decisão recorrida e na dimensão normativa segundo a qual é de 10 dias, em lugar de 15 dias, o prazo para interposição de recursos jurisdicionais nos processos urgentes a correrem termos nos tribunais administrativos e fiscais mesmo após a revogação da Lei de Processo nos Tribunais Administrativos e entrada em vigor do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, tendo a questão sido analisada à luz da proibição do arbítrio, esclareçam V.Exas. por qual motivo não veio a mesma analisada à luz da proporcionalidade da restrição, integradora da questão de constitucionalidade suscitada?

E, bem assim, com que fundamento (sempre, ao menos aparentemente, contraditório) se conclui que a “questão da constitucionalidade suscitada é manifestamente infundada”?».

2. Notificada a recorrida, não foi apresentada qualquer resposta.

3. Conforme decorre do disposto nos artigos 669º, nº 1, alínea a), e 716º do Código de Processo Civil, aplicáveis por força da remissão operada pelo artigo 69º da Lei de Organização, Funcionamento e Processo do Tribunal Constitucional (LTC), proferida decisão, pode o recorrente pedir o esclarecimento de alguma obscuridade ou ambiguidade que a mesma contenha.

No caso presente, decorre do teor do requerimento acima reproduzido que a recorrente não imputa ao Acórdão proferido nem um nem outro dos aludidos vícios.

4. Assim, e pelo exposto, indefere-se o requerido.

Custas pela requerente, fixando-se a taxa de justiça em 15 (quinze) unidades de conta.

Lisboa, 11 de Julho de 2006

Maria João Antunes

Rui Manuel Moura Ramos

Artur Maurício