Legislator Case Law & Legislation
689/2005 AI generated

Portuguese Constitutional Court dismisses election appeals as untimely due to failure to file within 24 hours of notification.

Case Number 689/2005
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court of Portugal rejected two election appeals filed by political list heads regarding irregularities in voting ballots. Both appellants failed to submit their requests within the strict 24-hour deadline mandated by the Electoral Law, as the notification occurred on September 6 and the filings arrived on September 7. The court ruled that without evidence proving a different notification time, the appeals were procedurally barred and could not be examined.

Legislator headnote

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Art. 94º, n.º 2 da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais; The Constitutional Court lacks jurisdiction to examine election appeals filed outside the mandatory 24-hour period following judicial notification, rendering them inadmissible.

Keywords

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electoral appeals untimely filing 24 hour deadline procedural inadmissibility Constitutional Court jurisdiction

Cited Legislation

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Art. 94º, n.º 2 da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais (Lei Orgânica nº 1/2001, de 14 de Agosto)

Cited Case Law

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Acórdãos do Tribunal Constitucional nºs 840/93, 848/93, 851/93, 854/93, 152/94, 526/95, 716/97, 732/97, 2/98 e 66/2002
Acórdãos do Tribunal Constitucional nºs 840/93, 848/93, 851/93, 854/93, 152/94, 526/95, 716/97, 732/97, 2/98 e 66/2002), o Tribunal Constitucional não poderá conhecer do presente recurso, por este ser intempestivo.
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Full text

Acórdão 433/05

ACÓRDÃO N.º 433/2005

Processo n.º 689/2005

Plenário

Relatora: Conselheira Maria Fernanda Palma

Acordam em Plenário no Tribunal Constitucional

I

1. João Manuel Ventura Grilo de Melo Lobo recorreu para o Tribunal Constitucional, na qualidade de mandatário da lista JUNTOS PELA FREGUESIA SOBREIRA FORMOSA, da decisão proferida pelo Tribunal Judicial da Sertã relativa ao recurso por si interposto, ao abrigo do artigo 94º, nº 2, da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais (Lei Orgânica nº 1/2001, de 14 de Agosto), em que alegava irregularidade das provas tipográficas dos boletins de voto no que respeita à sua candidatura, por omissão da sigla.

Segundo o despacho do Juiz do Tribunal Judicial da Sertã tais provas tipográficas estavam “devidamente elaboradas, de acordo com o que consta dos autos, não havendo qualquer anomalia a registar ou a corrigir”.

2. Nos termos do artigo 94º, nº 2, da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, cabe recurso para o Tribunal Constitucional da decisão do juiz da comarca a interpor no prazo de vinte e quatro horas, recurso que o Tribunal Constitucional decide em igual prazo.

Ora, verifica‑se, pela hora e data constantes da telecópia que assinala o seu envio, que este prazo foi ultrapassado. Com efeito, segundo informação da Secretaria do Tribunal a quo solicitada pela ora Relatora, constante de fls. 104, a notificação ao recorrente foi realizada telefonicamente pelas 14 horas do dia 6 de Setembro para o seu telemóvel e o recurso foi interposto no dia 7 de Setembro, por telefax, pelas 15,54 horas. Verifica‑se, deste modo, que foi excedido o prazo legal de 24 horas, o qual terminaria pelas 14,00 horas do dia 7 de Setembro.

Não apresentando o recorrente nos autos elementos que comprovem ter sido outra a hora da notificação, como era seu ónus (cf. Acórdãos do Tribunal Constitucional nºs 840/93, 848/93, 851/93, 854/93, 152/94, 526/95, 716/97, 732/97, 2/98 e 66/2002), o Tribunal Constitucional não poderá conhecer do presente recurso, por este ser intempestivo.

3. Por conseguinte, não se poderá tomar conhecimento do presente recurso.

II

4. Bernardino Ribeiro Ramos recorre para o Tribunal Constitucional, na qualidade de cabeça de lista de JUNTOS PELA FREGUESIA ALVITO DA BEIRA, da decisão proferida pelo Tribunal Judicial da Sertã relativa ao recurso por si interposto, ao abrigo do artigo 94º, nº 2, da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais (Lei Orgânica nº 1/2001, de 14 de Agosto), em que alegava irregularidade das provas tipográficas dos boletins de voto no que respeita à sua candidatura, por omissão da sigla.

Segundo o despacho do Juiz do Tribunal Judicial da Sertã tais provas tipográficas estavam “devidamente elaboradas, de acordo com o que consta dos autos, não havendo qualquer anomalia a registar ou a corrigir”.

5. Nos termos do artigo 94º, nº 2, da Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, cabe recurso para o Tribunal Constitucional da decisão do juiz da comarca a interpor no prazo de vinte e quatro horas, recurso que o Tribunal Constitucional decide em igual prazo.

Ora, verifica‑se, pela hora e data constantes da telecópia que assinala o seu envio, que este prazo foi ultrapassado. Com efeito, segundo informação da Secretaria do Tribunal a quo solicitada pela ora Relatora, constante de fls. 104, a notificação ao mandatário da lista foi realizada telefonicamente pelas 12,35 horas do dia 6 de Setembro para o seu telefone, tendo sido comunicada a decisão à esposa deste, Maria de Jesus Alves Ribeiro, e o recurso foi interposto no dia 7 de Setembro, por telefax, pelas 16,01 horas. Verifica‑se, deste modo, que foi excedido o prazo legal de 24 horas, o qual terminaria pelas 12,35 horas do dia 7 de Setembro.

Não apresentando o recorrente nos autos elementos que comprovem ter sido outra a hora da notificação, como era seu ónus (cf. Acórdãos do Tribunal Constitucional nºs 840/93, 848/93, 851/93, 854/93, 152/94, 526/95, 716/97, 732/97, 2/98 e 66/2002), o Tribunal Constitucional não poderá conhecer do presente recurso, por este ser intempestivo.

6. Por conseguinte, não se poderá tomar conhecimento do presente recurso.

III

7. Ante o exposto, o Tribunal Constitucional decide não tomar conhecimento dos recursos interpostos.

Lisboa, 12 de Setembro de 2005

Maria Fernanda Palma

Vítor Gomes

Rui Manuel Moura Ramos

Maria dos Prazeres Pizarro Beleza

Paulo Mota Pinto

Carlos Pamplona de Oliveira

Artur Maurício