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TC_20020469 AI generated

Constitutional Court confirms organic unconstitutionality of penal norm due to insufficient legislative authorization law.

Case Number TC_20020469
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court confirmed the lower court's finding that a specific article in the Decree-Law on criminal procedure is organically unconstitutional. The Ministry of Public Prosecution argued the norm lacks sufficient legislative authorization because it touches upon penal matters without adequate backing in the authorizing law. The Court ruled that since this exact issue was already fully adjudicated in prior decisions, no new questions required review, leading to the confirmation of the unconstitutionality.

Legislator headnote

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Art. 70(1)(a) of the Constitutional Court Law; Art. 56-A of Decree-Law 445/91: A norm regulating criminal procedure is organically unconstitutional if it lacks sufficient legislative authorization in the authorizing law.

Keywords

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organic unconstitutionality criminal procedure law legislative authorization recurso de constitucionalidade repetition of issue Tribunal Constitucional penal matter

Cited Legislation

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Art. 70(1)(a) of the Constitutional Court Law
Art. 56-A of Decree-Law 445/91, as amended by Decree-Law 250/94
Law No. 17/94 of May 23

Cited Case Law

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Acórdão n.º 14/99
Acórdão n.º 46/99
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Full text

Acórdão 469/02

ACÓRDÃ0 N.º 469/02

Proc. nº 482/2002

2ª Secção

Rel.: Consª Maria Fernanda Palma

Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional

1. Nos presentes autos de fiscalização concreta da constitucionalidade, vindos do Tribunal da Comarca de Vila Nova de Famalicão, em que figura com recorrente o Ministério Público e como recorrido A, é submetida à apreciação do Tribunal Constitucional, ao abrigo do artigo 70º, nº 1, alínea a), da Lei do Tribunal Constitucional, a norma do artigo 56º-A do Decreto-Lei nº 445/91, aditado pelo Decreto-Lei nº 250/94, de 15 de Outubro.

O Ministério Público produziu alegações que concluiu do seguinte modo:

1º - É organicamente inconstitucional a norma constante do artigo 56º-A do Decreto-Lei nº 445/91, aditado pelo Decreto-Lei nº 250/94, já que – incidindo sobre matéria penal – não encontra credencial bastante na respectiva lei de autorização legislativa – a Lei nº 17/94, de 23 de Maio.

2º - Termos em que deverá confirmar-se o juízo de inconstitucionalidade constante da decisão recorrida.

Cumpre apreciar.

2. O Tribunal Constitucional já apreciou a questão de constitucionalidade normativa que constitui objecto do presente recurso de constitucionalidade.

Com efeito, nos Acórdãos nºs 14/99 e 46/99 (D.R., II Série, de 24 de Março de 1999, e inédito, respectivamente), o Tribunal Constitucional decidiu julgar organicamente inconstitucional a norma em apreciação, uma vez que, incidindo sobre matéria penal, não encontra credencial bastante na respectiva lei de autorização legislativa – Lei nº 17/94, de 23 de Maio.

Não suscitando os presentes autos qualquer questão nova que deva ser apreciada, remete-se para a fundamentação dos arestos citados, concluindo-se pela inconstitucionalidade orgânica do artigo 56º-A do Decreto-Lei nº 445/91, aditado pelo Decreto-Lei nº 250/94, de 15 de Outubro.

3. Em face do exposto, o Tribunal Constitucional decide confirmar o juízo de inconstitucionalidade constante da decisão recorrida, negando provimento ao recurso.

Lisboa, 13 de Novembro de 2002

Maria Fernanda Palma

Paulo Mota Pinto

Bravo Serra

Guilherme da Fonseca

Luís Nunes de Almeida