Legislator Case Law & Legislation
69/2000 AI generated

Constitutional Court dismisses request for clarification of a summary decision as the applicant admits no doubt exists.

Case Number 69/2000
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

AI generated

The applicant requested the Constitutional Court to clarify the meaning of a summary decision issued by the rapporteur under Article 78-A of the Law on Constitutional Jurisdiction. The respondent argued that no clarification was needed because the applicant explicitly stated there was no doubt regarding the decision's sense. The court rejected the request, noting that the applicant's own admission of certainty rendered the clarification unnecessary.

Legislator headnote

AI generated

Article 78-A, paragraph 1 of the Law on Constitutional Jurisdiction; When an applicant requests clarification of a summary decision but admits no doubt exists, the court may dismiss the request as unnecessary.

Keywords

AI generated
summary decision clarification request no doubt admitted constitutional jurisdiction discretionary dismissal

Cited Legislation

AI generated
Article 78-A, paragraph 1 of the Law on Constitutional Jurisdiction (Lei nº 28/82)
AI generated

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

Acórdão 10/01

ACÓRDÃO Nº 10/01

Processo nº 69/2000

3ª Secção

Relatora: Maria dos Prazeres Pizarro Beleza

Acordam, na 3ª Secção

do Tribunal Constitucional:

Notificada do acórdão de fls. 181, AR, SA, veio requerer que fosse esclarecido "o sentido da decisão proferida, de acordo com o artigo" 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, porque "Como dispõe" este preceito, "no caso de se entender que não se poderá conhecer do objecto de recurso, ou que a questão a decidir é simples, pode o relator proferir decisão sumária, a qual poderá consistir numa simples remissão para anterior jurisprudência do Tribunal. Ora, no processo sub iudice, não parece ter existido uma decisão sumária do Relator, mas sim um verdadeiro acórdão".

Notificado para o efeito, o recorrido respondeu que "obviamente, nada há a esclarecer".

Com efeito, basta ler o requerimento para concluir que a requerente nenhuma dúvida apresenta sobre o "sentido da decisão proferida".

Nestes termos, indefere-se o pedido de aclaração.

Custas pela requerente, fixando-se a taxa de justiça em 10 ucs.

Lisboa, 17 de Janeiro de 2001

Maria dos Prazeres Pizarro Beleza

Messias Bento

Alberto Tavares da Costa

José de Sousa e Brito

Luís Nunes de Almeida