Portuguese Constitutional Court declares administrative regulation unconstitutional for violating due process and equality rights.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court declared a specific provision of Portaria nº 760/85 unconstitutional due to violations of constitutional due process and equality principles. The Ministry of Public Prosecution challenged the prior unconstitutionality of related norms, arguing for their continued validity. The Court rejected this appeal, ruling that the contested regulation infringed upon fundamental rights protected by the Constitution.
Legislator headnote
AI generatedArt. 55º, nº 5, alínea d) e Art. 57º, nº 2, alínea a) da Constituição: A norma administrativa nº 4 da Portaria nº 760/85 é inconstitucional por violar o direito à defesa e o princípio da igualdade.
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Acórdão 169/98
ACÓRDÃO Nº 169/98
Proc. nº 263/97
2ª Secção
Relator: Cons. Luís Nunes de Almeida
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nos presentes autos, vindos do Tribunal de Trabalho da Covilhã, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A..., tendo por objecto a norma constante do nº 4, conjugado com o nº 1, da Portaria nº 760/85, de 4 de Outubro, porque as razões que conduziram às declarações de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das normas das alíneas a) e b) do nº 3, conjugadas com o nº 1, da mesma portaria, constantes, respectivamente, do Acordão nº 468/95 (DR, I-A, de 10 de Outubro de 1995) e do Acordão nº 61/91 (DR, I-A, de 1 de Abril de 1991), decide-se:
a) julgar inconstitucional a norma constante do nº 4, conjugado com o nº 1, da portaria nº 760/85, de 4 de Outubro, por violação dos artigos 55º, nº 5, alínea d) e 57º, nº 2, alínea a), da Constituição, na versão resultante da Lei Constitucional nº 1/82, de 20 de Setembro.
b) consequentemente, negar provimento ao recurso.
Lisboa, 10 de Fevereiro de 1998
Luís Nunes de Almeida
Fernando Alves Correia
José de Sousa e Brito
Guilherme da Fonseca
Messias Bento
Bravo Serra
José Manuel Cardoso da Costa