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TC_19980049 AI generated

Constitutional Court upholds Decreto-Lei 194/92 articles against constitutional challenge in execution proceedings.

Case Number TC_19980049
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

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The Constitutional Court granted the Public Prosecutor's appeal against a civil judge's decision to declare an execution unenforceable due to alleged unconstitutionality of specific articles in Decreto-Lei 194/92. The lower court had refused to apply these norms, arguing they violated constitutional principles, but the Constitutional Court rejected this view. Relying on established precedent from 1995, the Court ruled that the cited norms do not contravene the Basic Diploma, thereby validating the execution.

Legislator headnote

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Art. 222.º, n.º 1, alínea a), da Lei Orgânica do Tribunal Constitucional; Art. 78.º-A, n.º 1, da Lei nº 28/82: The Constitutional Court's established jurisprudence confirms that specific provisions of Decreto-Lei 194/92 do not violate constitutional principles and remain applicable in execution proceedings.

Keywords

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constitutional challenge execution proceedings Decreto-Lei 194/92 public prosecutor appeal constitutional principles Basic Diploma jurisprudence precedent

Cited Legislation

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Art. 222.º, n.º 1, alínea a), da Lei Orgânica do Tribunal Constitucional
Art. 78.º-A, n.º 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro

Cited Case Law

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Acórdão n.º 760/95
Acórdão n.º 761/95

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Full text

Acórdão 49/98

ACÓRDÃO Nº 49/98

Procº nº 203/97.

2ª Secção.

Relator:- BRAVO SERRA.

Nos presentes autos vindos do 5º Juízo do Tribunal Cível da comarca de Lisboa e em que figuram, como recorrente, o Ministério Público e, como recorrida, A..., S.A., concordando-se com a exposição lavrada pelo relator a fls. 51 e 52, que aqui se dá por integralmente reproduzida e à qual deu total anuência o recorrente, tendo em conta a jurisprudência uniforme seguida por este Tribunal desde os seus Acórdãos númeroa 760/95 e 761/95 (publicados na 2ª Série do Diário da República de 2 de Fevereiro de 1996), não se julgando inconstitucionais as normas constantes dos artigos 2º, nº 2, alínea a), e 4º, ambos do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro, decide-se conceder provimento ao recurso e, em consequência, determinar a reforma do despacho impugnado de harmonia com o ora decidido sobre a questão de inconstitucionalidade.

Lisboa, 3 de Fevereiro de 1988.

Bravo Serra

Fernando Alves Correia

Guilherme da Fonseca

Messis Bento

José de Sousa e Brito

Luis Nunes de Almeida

EXPOSIÇÃO PRÉVIA

Procº nº 203/97.

2ª Secção.

1. Nos embargos deduzidos pela A..., S.A., à execução que, pelo Hospital de São José, lhe foi movida, bem como a F..., S.A., Companhia de Seguros Fidelidade e J..., execução essa que corre termos pelo 5º Juízo do Tribunal Cível da comarca de Lisboa, o respectivo Juiz, por despacho de 18 de Janeiro de 1966, julgou procedentes tais embargos.

Fê-lo por considerar inconstitucionais as normas constantes dos artigos 2º, nº 2, alínea a), e 4º, ambos do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro, razão pelas quais não as aplicando, isso, no seu entendimento, redundava na circunstância de a execução se não suportar em título executivo.

Desse despacho recorreu o Ministério Público para este Tribunal, constituindo, assim, objecto do vertente recurso a questão de saber se são, ou não, contrários a normas ou princípios constantes da Lei Fundamental os normativos ínsitos naqueles artigos 2º, nº 2, alínea a), e 4º.

2. Ora, àcerca deste questão existe já uma abundantíssima jurisprudência deste Tribunal que, a partir dos Acórdãos números 760/95 e 761/95 (publicados na 2ª Série do Diário da República de 2 de Fevereiro de 1996), tem concluído que tais normativos não enfermam de vício de contrariedade com o Diploma Básico.

É essa jurisprudência que, uma vez mais, deve, in casu, ser acolhida, motivo pelo qual a questão a decidir é de perspectivar como simples e daí, ex vi do nº 1 do artº 78-ºA da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, que se justifique a feitura da presente exposição na qual se propugna por se dever conceder provimento ao recurso.

Cumpra-se a parte final do aludido nº 1 do artº 78º-A.

Lisboa, 17 de Novembro de 1997.