Portuguese Constitutional Court declares CPP Art. 40 unconstitutional for allowing judge intervention in preliminary investigation phases.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court declared Article 40 of the Portuguese Code of Criminal Procedure unconstitutional in its entirety. The provision allowed the investigating judge to intervene in the trial regarding preventive detention and complex crime classifications, which the Court found violated the principle of separation of functions. Consequently, the Supreme Court's reliance on this article was revoked to ensure judicial independence during the trial phase.
Legislator headnote
AI generatedArt. 40 of the Code of Criminal Procedure; The principle of separation of functions prohibits the investigating judge from intervening in the trial proceedings regarding the merits of the case or procedural decisions made during the investigation phase.
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Acórdão 706/97
ACÓRDÃO Nº 706/97
Proc.nº 506/97
2ª Secção
Relator: Cons. Sousa e Brito
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional :
Nestes autos vindos do Supremo Tribunal de Justiça, em que é recorrente A. e recorridos o Ministério Público e outros pelos fundamentos do Acórdão nº 935/96, publicado no Diário da República - II Série de 11/11/96, para os quais se remete, decide-se:
a) Julgar inconstitucional o artº 40º do Código de Processo Penal, na parte em que permite a intervenção no julgamento do juiz que, na fase de inquérito, decretou e posteriormente manteve a prisão preventiva do arguido e ainda na parte em que permite idêntica intervenção do juiz que na mesma fase classificou o processo como de excepcional complexidade devido ao carácter altamente organizado do crime, para os efeitos do nº 3 do artigo 215º do Código de Processo Penal, ou ordenou ou autorizou escutas telefónicas e apreciou a relevância das mesmas para a prova.
b) Em consequência conceder provimento ao recurso revogando-se a decisão recorrida, a fim de a mesma ser reformada em consonância com o entendimento sobre a questão de constitucionalidade.
Lisboa, 3 de Dezembro de 1997
José de Sousa e Brito
Messias Bento
Guilherme da Fonseca
Fernando Alves Correia
Luís Nunes de Almeida
Bravo Serra
José Manuel Cardoso da Costa