Legislator Case Law & Legislation
52/97 AI generated

Constitutional court upholds local waste management ordinance against public prosecution appeal.

Case Number 52/97
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Partially Allowed

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court upheld the constitutionality of a municipal waste management ordinance against a public prosecution appeal. The Ministry of Public Prosecution challenged Article 10(2) of the 1987 and 1995 Posture, arguing it was unconstitutional, while the municipality maintained its validity. The court granted the appeal by confirming the ordinance's constitutionality based on prior precedent, ordering the lower decision to be reformulated accordingly.

Legislator headnote

AI generated

Art. 78-A(1) of Law 28/82; The Constitutional Court may confirm the constitutionality of a norm previously declared constitutional in another decision, thereby granting the appeal and ordering the reformulation of the contested lower decision.

Keywords

AI generated
Constitutional Review Municipal Ordinance Waste Management Public Prosecution Appeal Precedent Binding Constitutional Admissibility Local Legislation

Cited Legislation

AI generated
Art. 78-A(1) of Law 28/82
Art. 70(1)(a) of Law 28/82
Art. 10(2) of the Posture on Waste and Public Hygiene

Cited Case Law

AI generated
Acórdão nº 1223/96
2.- A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de apreciação pelo Tribunal Constitucional, nomeada­mente, no seu Acórdão nº 1223/96 - ainda inédito e de que se junta cópia -, que julgou não inconstitucional a norma em cau­sa.
AI generated

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

Acórdão 215/97

ACÓRDÃO Nº 215/97

Processo nº 52/97

1ª Secção

Relator: Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

Nos presentes autos, vindos do Tribunal Judicial de Pa­redes, em que é recorrente o Ministério Público e recorrida A., concordando-se com a exposição do relator opo­rtunamente elabo­rada e pelos fundamentos do Acórdão nº 1223/96, publicado no Diário da República, II Série, de 14 de Fevereiro de 1997, decide-se:

a) não julgar inconstitucional a norma constante do ar­tigo 10º, nº 2, da Postura Sobre Sistema de Lixo e Higiene Pú­blica, aprovada por deliberações da Assembleia Municipal de Pare­des, de 30 de Dezembro de 1987 e de 16 de Outubro de 1995;

b) conceder provimento ao recurso, devendo a deci­são re­corrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.

Lisboa, 11 de Março de 1997

Alberto Tavares da Costa

Vitor Nunes de Almeida

Armindo Ribeiro Mendes

Maria Fernanda Palma

Antero Alves Monteiro Diniz

José Manuel Cardoso da Csta

Processo nº 52/97

1ª Secção

Relator: Cons. Tavares da Costa

Exposição a que se refere o artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

Autos de recurso de contra-ordenação em que é re­corrente A., (ora recorrida) e recorrente o Ministério Público, em representação da Câmara Municipal de Paredes (ora recorrente) (decisão de aplicação de coima, ao abrigo da Postura Sobre Sistema de Lixo e Higiene Públi­ca, aprovada por deliberações da Assembleia Municipal de Paredes, de 30-12-87 e de 16-10-95).

Recurso interposto pelo Ministério Público, nos termos da alínea a), do nº 1, do artigo 70º, da Lei nº 28/82.

1.- Constitui objecto do presente recurso a questão de constitucionalidade da norma constante dos artigo 10º, nº 2, da Postura Sobre Sistema de Lixo e Higiene Pública, aprovada por deliberações da Assembleia Municipal de Paredes de 30 de Dezem­bro de 1987 e de 16 de Outubro de 1995, a qual o Senhor Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de Paredes re­cusou aplicar, na decisão recorrida, de 4 de Novembro­­ de 1996.

2.- A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de apreciação pelo Tribunal Constitucional, nomeada­mente, no seu Acórdão nº 1223/96 - ainda inédito e de que se junta cópia -, que julgou não inconstitucional a norma em cau­sa.

Assim, concordando-se com essa jurisprudência, para a qual se remete, e nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, formula-se o parecer de não inconstitu­cionalidade, de­vendo, consequentemente, conceder-se provimento ao recurso e determi­nar, oportunamente, a reformulação do decidi­do em conso­nância com este entendimento.

Ouçam-se as partes nos termos do nº 1 do citado artigo 78º-A.