Legislator Case Law & Legislation
56/97 AI generated

Constitutional Court allows appeal against fine refusal, revoking lower court decision based on prior constitutional ruling.

Case Number 56/97
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court granted the Public Prosecutor's appeal against a lower court's refusal to apply a municipal fine. The lower court had previously declared the relevant municipal ordinance unconstitutional, but the Constitutional Court had already ruled in a prior decision that the specific norm was valid. Consequently, the Court revoked the lower court's decision to order a hearing and remanded the case for reform in light of the established constitutional interpretation.

Legislator headnote

AI generated

Articles 280(1)(a) of the Constitution and 70(1)(a) and 72 of the Constitutional Court Law; The Constitutional Court must follow its own prior rulings on the constitutionality of norms, thereby preventing lower courts from applying such norms based on a contrary finding of unconstitutionality.

Keywords

AI generated
Constitutional Court Constitutional Review Municipal Ordinance Administrative Fine Precedent Binding Judicial Review Revocation of Decision

Cited Legislation

AI generated
Article 280(1)(a) of the Constitution
Article 70(1)(a) of the Constitutional Court Law
Article 72 of the Constitutional Court Law
Article 277(1) of the Fundamental Law
Article 207 of the Fundamental Law
artigos 280º, nº 1, alínea a) da Constituição
artº 115 da CRP
Para assim decidir, entendeu o Mmº Juiz a quo que "considerando formalmente inconstitucional a Postura Sobre Sis­tema de Lixos e Higiene Pública, aprovada pela Assembleia Muni­cipal de Paredes, por violação do nº 7 do artº 115 da CRP, e nº 7 e 168º, nº 1, al.

Cited Case Law

AI generated
Acórdão nº 1139/96
Acontece que este Tribunal Constitucional deci­diu já no acórdão nº 1139/96, junto aos autos, que aquela norma do artigo 10º, nº 2 não enferma de inconstitucionalidade, tendo determinado a "revogação da decisão impugnada", do mesmo tipo do despacho ora recorrido.
AI generated

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

Acórdão 164/97

ACÓRDÃO Nº 164/97

Processo nº 56/97

2ª Secção

Relator: Conselheiro Guilherme da Fonseca

Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional

Nestes autos de impugnação de decisão que aplicou uma coima, vindos do Tribunal Judicial da comarca de Paredes, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., estando em causa a recusa da aplicação de nor­ma do artigo 10º, nº 2, da Postura Sobre Sistema de Lixos e Hi­giene Pública aprova­da pela Assembleia Municipal de Paredes na 2ª Reunião da Sessão Ordinária de 15/9/95, realizada em 13/10/95, pelas razões cons­tantes do Acórdão nº 1139/96, publica­do no Diário da República, II Série, de 10 de Fevereiro de 1997, decide-se conceder provimento ao recurso e, conse­quente­mente, revoga-se a decisão recorrida, para ser reformada em função do juízo sobre a questão de constitucionalidade ex­presso no men­cionado Acórdão nº 1139/96.

Lisboa, 26 de Fevereiro de 1997

Guilherme da Fonseca

Fernando Alves Correia

Bravo Serra

Luís Nunes de Almeida

José de Sousa e Brito

Messias Bento

José Manuel Cardoso da Costa

EXPOSIÇÃO

1. O Ministério Público veio, "ao abrigo do dis­posto nos artigos 280º, nº 1, alínea a) da Constituição da Re­pública Portuguesa e 70º, nº 1, alínea a) e 72º da Lei do Tri­bunal Constitucional, interpor recurso para o Tribunal Consti­tucional", do despacho do Mmº Juiz do Tribunal de Circulo e de Comarca de Paredes (2º Juízo Criminal), de 31 de Outubro de 1996, que decidiu "revogar a decisão administrativa que (...) condenou" A., com os sinais identi­fi­cadores dos autos, por "não considerar verificados os pressu­postos de direito para a aplicação de qualquer coima ao argui­do".

Para assim decidir, entendeu o Mmº Juiz a quo que "considerando formalmente inconstitucional a Postura Sobre Sis­tema de Lixos e Higiene Pública, aprovada pela Assembleia Muni­cipal de Paredes, por violação do nº 7 do artº 115 da CRP, e nº 7 e 168º, nº 1, al. i) da CRP e considerando organicamente in­constitucional a norma do nº 2 do artº 10º da citada Postura, decide recusar a sua aplicação no caso sub judice, ao abrigo dos artigos 277º, nº 1 e 207º da Lei Fundamental".

2. Acontece que este Tribunal Constitucional deci­diu já no acórdão nº 1139/96, junto aos autos, que aquela norma do artigo 10º, nº 2 não enferma de inconstitucionalidade, tendo determinado a "revogação da decisão impugnada", do mesmo tipo do despacho ora recorrido.

Aí se entendeu, depois de se analisar o "eventual vício de inconstitucionalidade formal", que aquele artigo 10º, nº 2, não enferma de tal vício, não havendo, pois, violação do artigo 115º, nº 7, da Constituição, e também não sofre do outro vício que vem qualificado pelo Mmº Juiz a quo como de incons­titucionalidade orgânica.

Não havendo motivos para divergir do julgado nesse Acórdão nº 1139/96, apenas há que remeter para os seus funda­mentos, daí derivando o provimento do presente recurso, com a consequência da revogação do despacho recorrido a fim de o mes­mo ser reformado de acordo com o presente juízo sobre a questão de constitucionalidade.

3. Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, aditado pelo artigo 2º, da Lei nº 85/89, de 7 de Setembro.