Legislator Case Law & Legislation
888/96 AI generated

Portuguese Constitutional Court upholds hospital debt collection laws as constitutional despite judicial refusal to apply them.

Case Number 888/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Partially Allowed

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court granted the appeals by the Public Prosecutor and the hospital, ordering the lower court to reform its decision. The lower judge had previously refused to apply specific articles of the hospital debt decree, citing constitutional concerns. The Court ruled that these specific provisions are not unconstitutional and must be applied as previously established in related jurisprudence.

Legislator headnote

AI generated

Art. 222.º da Constituição da República Portuguesa; Decreto-Lei n.º 194/92: The Constitutional Court confirms that specific provisions regarding hospital debt collection are constitutional and must be applied, rejecting arguments of unconstitutionality based on prior judicial refusals.

Keywords

AI generated
hospital debt collection constitutional review decrees constitutionality judicial refusal application Portuguese Constitutional Court

Cited Legislation

AI generated
Art. 222.º da Constituição da República Portuguesa
Decreto-Lei n.º 194/92, de 8 de Setembro
Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro

Cited Case Law

AI generated
Acórdão n.º 760/95
Acórdão n.º 761/95
Acórdão n.º 118/96
Acórdão n.º 376/96
Acórdão n.º 792/96
Acórdão n.º 817/96
AI generated

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

Acórdão 135/97

ACÓRDÃO Nº 135/97

Processo nº 888/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

Nos presentes autos, em que são recorrentes o Ministério Público e o Hospital Dis­trital de Abrantes, e recorrido A., concordando-se com a exposição do relator opo­r­tunamente elabo­rada e pelos fundamentos dos Acór­dãos deste Tribunal nºs. 760/95 e 761/95, publicados no Diário da Repúbli­ca, II Série, de 2 do corrente, decide-se:

a) não julgar inconstitucionais as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a) e 4º do Decreto‑Lei nº 194/92, de 8 de Se­tembro;

b) conceder provimento aos recursos, devendo a decisão recorrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.

Lisboa, 25 de Fevereiro de 1997

Alberto Tavares da Costa

Antero Alves Monteiro Diniz

Maria da Assunção Esteves

Maria Fernanda Palma

Vítor Nunes de Almeida

José Manuel Cardoso da Costa

Processo nº 888/96

1ª Secção

Relator: Cons. Tavares da Costa

Exposição a que se refere o artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

Autos de embargo de executado em que é embargante A., e embargado o Hospital Distrital de Abrantes (execução por dívidas relativas a assistência hospitalar a sinistrado de acidente de via­ção).

Recursos interpostos pelo Ministério Público e pelo Hospital Distrital de Abrantes, nos termos da alínea a), do nº 1, do artigo 70º, da Lei nº 28/82.

1.- Constitui objecto dos presentes recursos a questão de constitucionalidade das normas constantes dos artigos 2º, nº 2, alínea a), e 4º, do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro, as quais o Senhor Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de Abrantes re­cusou aplicar, na decisão recorrida, de 22 de Novem­bro de 1995.

2.- A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de decisões anteriores do Tribunal Constitucional, com as quais se concorda pelo que, nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, se remete para essa jurisprudência com expressão, nomeadamente, nos Acórdãos nºs. 760/95 e 761/95, publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fe­vereiro de 1996, no Acórdão nº 118/96, publicado no mesmo Diário, II Série, de 7 de Maio de 1996, e no Acórdão nº 376/96, publicado no Diário da República, II Série, de 12 de Julho de 1996 (cfr., ainda, os recentes Acórdãos nºs. 792/96 e 817/96, de 25 de Ju­nho, inédi­tos).

Assim, formulando-se o parecer de não inconstitu­cionalidade, deve, consequentemente, conceder-se provimento aos recursos e determi­nar, oportunamente, a reformulação do decidido em consonância com este entendimento.

Ouçam-se as partes, por 5 dias, nos termos do nº 1 do citado artigo 78º-A.