Legislator Case Law & Legislation
617/96 AI generated

Constitutional Court dismisses appeal for failure to clearly state the constitutional question after judicial invitation.

Case Number 617/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court declined to examine the appeal because the appellant failed to clearly articulate the specific constitutional issue following a judicial invitation. Although the appellant argued that the lower court misapplied the law regarding the defendant's illegitimacy, no response was submitted after the court's directive. The court ruled that the appeal could not be processed without these specific indications, citing established precedent that the appellant must define the question themselves.

Legislator headnote

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Art. 70(1)(b) no. 1 of Law 28/82; Art. 75-A(5) of Law 28/82: The Constitutional Court may not examine a constitutional appeal unless the appellant clearly and perceptibly states the concrete constitutional question, as the court cannot of course supply this missing element.

Keywords

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constitutional appeal clear statement requirement judicial invitation failure to specify non-examination of appeal procedural prerequisite Law 28/82

Cited Legislation

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Art. 70(1)(b) no. 1 of Law 28/82
Art. 75-A(5) of Law 28/82
Art. 78-A(1) of Law 28/82
Art. 29(1)(a) and 3 of Decree-Law 522/85
Art. 18 of the Constitution
Art. 20 of the Constitution
artigo 18º da Constituição

Cited Case Law

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Acórdão nº 402/93
Acórdão nº 636/93
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Full text

Acórdão 132/97

ACÓRDÃO Nº 132/97

Processo nº 617/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

Nos presentes autos, vindos do Tribunal Judicial de Serpa, em que é recorrente A., e recor­rido B., pelo essencial dos fun­damentos da exposição do relator oportunamente apresen­tada, que aqui se dão por reproduzidos, não tendo as partes oferecido qualquer res­posta­, decide-se não tomar conhecimento do recurso, conde­nando‑se o recorrente nas custas, fixando a taxa de justi­ça em 5 UC's.

Lisboa, 25 de Fevereiro de 1997

Alberto Tavares da Costa

Antero Alves Monteiro Diniz

Maria da Assunção Esteves

Vítor Nunes de Almeida

Maria Fernanda Palma

José Manuel Cardoso da Costa

Processo nº 617/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Exposição nos termos a que se refere o nº 1 do ar­tigo 78º-A da lei nº 28782, de 15 de Novembro.

1.- No Tribunal Judicial de Serpa, por decisão de 24 de Abril de 1996 proferida na acção declarativa de condenação, com processo sumário, intentada por A. con­tra B., foi julgada verificada a excepção dilatória de ilegitimidade do réu e, em consequência, absolvido este da instância.

O autor, por entender que os nºs. 1, alínea a), e 3 do artigo 29º do Decreto-Lei nº 522/85, de 31 de Dezembro, fo­ram aplicados na decisão com um sentido e alcance que reputa inconstitucionais - violando "o princípio da proporcionalida­de acolhido no artigo 18º da Constituição da República e o di­reito de acesso aos tribunais ou à tutela jurisdicional consa­grado no artigo 20º da mesma lei fundamental" - interpôs re­curso para o Tribunal Constitucional, ao abrigo da alínea b) do nº 1 do artigo 70º da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

Já neste Tribunal, em 25 de Setembro último, lavrou-se despacho convidando o recorrente, nos termos e para os efeitos do nº 5 do artigo 75º-A deste último diploma legal, a equacionar a questão de constitucionalidade "de forma clara e perceptível", de modo a poder surpreender-se, inequivocamente, "a concreta questão que se pretende ver apreciada".

O mandatário judicial constituído pelo recorrente foi, entretanto, substituído, por ter pedido a suspensão da sua inscrição na Ordem dos Advogados, após o que, nomeado novo pa­trono e notificado este daquele despacho, nada veio aos autos dizer.

2.- O Tribunal Constitucional vem entendendo que, se o recorrente, após o convite a que se refere o nº 5 do citado artigo 75º-A, não responder, não indicando todos os elementos a que se reportam os nºs. 1 e 2 do mesmo preceito, ainda que fa­cilmente identificáveis nas peças processuais anteriormente apresentadas, não deverá conhecer-se do recurso (cfr., v.g., os Acordãos nºs. 402/93 e 636/93, publicados no Diário da Repúbli­ca, II Série, de 18 de Janeiro e 31 de Março de 1994, respecti­vamente).

É que se considera não impor a norma em causa um mero dever de colaboração com o tribunal, antes estabelecendo um requisito formal de apreciação do recurso constitucional, que apenas pode ser apreciado em face das indicações fornecidas pelo recorrente. Como se ponderou nos acórdãos citados, é por esse motivo que a lei ainda dá ao recorrente uma oportunidade de suprir a falta de indicação, a convite do juiz, sem , no entanto, dispensar essa indicação nem admitir que o tribunal possa, oficiosamente, suprir essa falta, não se devendo ver, nisso, um formalismo ou rigorismo excessivo.

3.- O caso dos autos é subsumível à doutrina expendida.

Na verdade, ao procurar determinar-se o sentido da interpretação normativa questionada, está a pretender-se obter, com a desejada clareza, os dados necessários para ajuizar da verificação de todos os pressupostos do recurso de constitucio­nalidade.

Por falta do pressuposto a que alude a alínea b) do nº 1 do artigo 70º da Lei nº 28/82, emite-se parecer no sentido de não conhecimento do recurso.

Notifique, nos termos e para os efeitos da parte final do nº 1 do artigo 78º-A.