Portuguese Constitutional Court upheld the constitutionality of the 1981 Land Law's compensation clause for land expropriation.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court of Portugal rejected the constitutional challenge to Article 1(2) of Law No. 62/81 regarding land compensation. The recorrente argued that the clause mandating compensation based on current agricultural value and clearing costs was unconstitutional, relying on prior precedent. The court affirmed the norm's validity, concluding that the legislative choice did not violate constitutional principles.
Legislator headnote
AI generatedArt. 24.º da CRP; Art. 2.º da Lei n.º 62/81: The Constitutional Court established that a statutory provision setting compensation for land expropriation based on current agricultural value and clearing costs is constitutional and does not infringe property rights.
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Acórdão 89/97
ACÓRDÃO Nº 89/97
Processo nº 864/96
2ª Secção
Relator: Conselheiro Messias Bento
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
Recorrente: T... e outros
Recorrido: I... eo utros
Nestes autos, vindos do Tribunal da Relação de Lisboa, tendo por objecto a questão da constitucionalidade da norma constante do nº 2 do artigo 1º da Lei nº 62/81, de 3 de Agosto - que prescreve que o valor da indemnização (a pagar ao senhorio pela remição pelo colono do direito de propriedade do solo), não havendo acordo das partes, "corresponde ao valor actual do solo considerado para fins agrícolas e por desbravar" -, pelos fundamentos do acórdão nº 605/92 (publicado no Diário da República, II série, de 8 de Abril de 1993), que a resposta do recorrente não abalou, concluindo-se pela não inconstitucionalidade de tal norma, decide-se negar provimento ao recurso, confirmar a decisão recorrida quanto ao julgamento de constitucionalidade que nela se contém e condenar a recorrente em custas, fixando-se em cinco unidades de conta a taxa de justiça.
Lisboa, 5 de Fevereiro de 1997
Messias Bento
Guilherme da Fonseca
Fernando Alves Correia
José de Sousa e Brito
Luis Nunes de Almeida
Bravo Serra (vencido, pelas razões constantes da declaração de voto ao
Acórdão nº 605/92)
José Manuel Cardoso da Costa (vencido, conforme declaração junta ao Acórdão nº 605/92)