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TC_19970073 AI generated

Portuguese Constitutional Court upholds hospital liability norms as constitutional despite prior invalidation.

Case Number TC_19970073
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Partially Allowed

Legislator summary

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The Constitutional Court of Portugal rejected the Hospital's appeal to invalidate specific liability norms previously declared unconstitutional. The Hospital argued that the norms of Articles 2 and 4 of Decree-Law 194/92 were materially unconstitutional, while the Court relied on established precedent. Consequently, the Court granted the appeal but ordered the lower decision to be reformulated to align with its finding that these norms remain constitutional.

Legislator headnote

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Art. 2º, n.º 2, alínea a), e 4º do Decreto-Lei nº 194/92; The Constitutional Court may uphold previously challenged norms if they are not in conflict with the Constitution, requiring lower courts to reformulate decisions based on this established jurisprudence.

Keywords

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Constitutional Review Hospital Liability Decree-Law Validity Constitutional Precedent Legal Reformulation Portuguese Law Administrative Liability

Cited Legislation

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Art. 78-A of the Law of the Constitutional Tribunal
Art. 70(1)(a) of Law No. 28/82
Decree-Law No. 194/92, Articles 2(2)(a) and 4

Cited Case Law

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Constitutional Court Ruling 760/95
Constitutional Court Ruling 761/95
Constitutional Court Ruling 118/96
Constitutional Court Ruling 376/96

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Full text

Acórdão 73/97

ACÓRDÃO Nº 73/97

Proc.Nº 885/96

Sec. 1ª

Rel. Cons.

Vitor Nunes de

Almeida

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:

Nos presentes autos, em que é recorrente o Hospital A... e recorrida F..., nos termos da exposição do relator oportunamente elaborada e pelos fundamentos dos acórdãos deste Tribunal nºs. 760/95, 761/95, 118/96 e 376/96, publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fevereiro, 7 de Maio e 12 de Julho de 1996, respectivamente, decide-se:

a) não julgar inconstitucionais as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a), e 4º do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro;

b) conceder provimento aos recursos, devendo a decisão recorrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.

Lisboa, 1997.02.04

Vítor Nunes de Almeida

Maria Fernanda Palma

Antero Alves Monteiro Diniz

Alberto Tavares da Costa

Maria da Assunção Esteves

Armindo Ribeiro Mendes

José Manuel Cardoso da Costa

Proc.Nº 885/96

Sec. 1ª

Rel. Cons.

Vitor Nunes de

Almeida

Exposição nos termos do artigo 78º-A da Lei

do Tribunal Constitucional:

A - Autos de embargos de executado em que é embargante F...

B - E embargado o HOSPITAL A...

1.- Nos presentes autos foi recusada a aplicação das normas do artigo 2º, nº 2, alínea a), e 4º, do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro, por terem sido julgadas materialmente inconstitucionais.

2.- O Hospital A... não se conformando com tal decisão, interpôs o presente recurso, ao abrigo da alínea a) do nº 1, do artigo 70º da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de decisões anteriores do Tribunal Constitucional, com as quais se concorda pelo que, nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, se remete para essa jurisprudência com expressão, nomeadamente, nos acórdãos nºs. 760/95 e 761/95, publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fevereiro de 1996, no acórdão nº 118/96, publicado no mesmo Diário, II Série, de 7 de Maio de 1996, e no acórdão nº 376/96, publicado no Diário da República, II Série, de 12 de Julho de 1996.

Assim, formulando-se o parecer de não inconstitucionalidade, deve, consequentemente, conceder-se provimento aos recursos e determinar a reformulação do decidido em consonância com este entendimento.

Ouçam-se as partes, por 5 dias, nos termos do nº 1 do citado artigo 78º-A.