Legislator Case Law & Legislation
762/96 AI generated

Portuguese Constitutional Court upheld hospital debt collection laws as constitutional despite prior refusal by civil judge.

Case Number 762/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Partially Allowed

Legislator summary

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The Constitutional Court granted the Ministry of Public Prosecution's appeal, ordering the lower court to reform its decision regarding the constitutionality of specific hospital debt collection provisions. The civil judge had previously refused to apply Articles 2, 4, and 10 of Decree-Law 194/92, which govern the execution of hospital debts. The Court determined that these norms do not violate the Constitution, citing established precedent from previous rulings on the same legal issue.

Legislator headnote

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Art. 2º, n.º 2, alínea a), 4º e 10º do Decreto-Lei n.º 194/92; The Constitutional Court holds that the provisions governing the execution of hospital debts are constitutional and do not infringe upon fundamental rights.

Keywords

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hospital debt collection constitutional review execution of judgments public prosecution appeal decreo lei 194/92

Cited Legislation

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Art. 78-A, n.º 1 of Law n.º 28/82
Art. 70, n.º 1, alínea a) of Law n.º 28/82
Art. 2, n.º 2, alínea a) of Decree-Law n.º 194/92
Art. 4 of Decree-Law n.º 194/92
Art. 10 of Decree-Law n.º 194/92

Cited Case Law

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Acórdão n.º 760/95
Acórdão n.º 761/95
Acórdão n.º 118/96
Acórdão n.º 376/96
Acórdão n.º 792/96
Acórdão n.º 817/96
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Full text

Acórdão 49/97

ACÓRDÃO Nº 49/97

Processo nº 762/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

Nos presentes autos, em que são recorrentes o Hospital J... e o Ministério Público, concordando-se com a exposição do relator oportunamente elaborada e pelos fundamentos dos acórdãos deste Tribunal nºs. 760/95, 761/95, 118/96 e 376/96, publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fevereiro, 7 de Maio e 12 de Julho de 1996, respectivamente, decide-se:

a) não julgar inconstitucionais as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a), 4º e 10º do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro;

b) conceder provimento aos recursos, devendo a decisão recorrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.

Lisboa, 23 de Janeiro de 1997

Alberto Tavares da Costa

Armindo Ribeiro Mendes

Maria da Assunção Esteves

Vítor Nunes de Almeida

Maria Fernanda Palma

Antero Alves Monteiro Diniz

José Manuel Cardoso da Costa

Processo nº 762/96

1ª Secção

Relator: Cons. Tavares da Costa

Exposição a que se refere o artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

Autos de embargo de executado em que é embargante a S..., SA., e embargado o Hospital J... (execução por dívidas relativas a assistência hospitalar a sinistrado de acidente de viação).

Recursos interpostos pelo Ministério Público e pelo Hospital J..., nos termos da alínea a), do nº 1, do artigo 70º, da Lei nº 28/82.

1.- Constitui objecto dos presentes recursos a questão de constitucionalidade das normas constantes dos artigos 2º, nº 2, alínea a), 4º e 10º, do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro, as quais o Senhor Juíz do 5º Juízo Cível da Comarca de Lisboa recusou aplicar, na decisão recorrida, de 25 de Janeiro de 1996.

2.- A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de decisões anteriores do Tribunal Constitucional, com as quais se concorda pelo que, nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, se remete para essa jurisprudência com

expressão, nomeadamente, nos acórdãos nºs. 760/95 e 761/95, publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fevereiro de 1996, no acórdão nº 118/96, publicado no mesmo Diário, II Série, de 7 de Maio de 1996, e no acórdão nº 376/96, publicado no Diário da República, II Série, de 12 de Julho de 1996 (cfr., ainda, os recentes acórdãos nºs. 792/96 e 817/96, de 25 de Junho, inéditos).

Assim, formulando-se o parecer de não inconstitucionalidade, deve, consequentemente, conceder-se provimento aos recursos e determinar, oportunamente, a reformulação do decidido em consonância com este entendimento.

Ouçam-se as partes, por 5 dias, nos termos do nº 1 do citado artigo 78º-A.