Legislator Case Law & Legislation
756/96 AI generated

Portuguese Constitutional Court upholds criminal procedural norms against constitutional challenge by Public Prosecutor.

Case Number 756/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court granted the Public Prosecutor's appeal, ruling that specific articles of the Criminal Procedure Code do not violate the Constitution. The Ministry of Public Prosecution challenged the constitutionality of provisions regarding the investigation of crimes and the rights of the accused. The court determined that these procedural norms are compatible with constitutional guarantees and fundamental rights.

Legislator headnote

AI generated

Art. 240.º da CRP; Art. 241.º da CRP: The Constitutional Court may declare that specific criminal procedural norms are not contrary to the Constitution when challenged by the Public Prosecutor, thereby upholding their validity.

Keywords

AI generated
constitutional review criminal procedure public prosecutor appeal constitutional compatibility procedural norms fundamental rights judicial review

Cited Legislation

AI generated
Art. 240.º da CRP
Art. 241.º da CRP
Art. 78º-A da Lei do Tribunal Constitucional

Cited Case Law

AI generated
Acórdão n.º 778/96
AI generated

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

Acórdão 1244/96

ACÓRDÃO Nº 1244/96

Processo nº 756/96

1ª Secção

Relatora: Conselheira Assunção Esteves

Acordam no Tribunal Constitucional:

Neste processo, vindo do Tribunal Judicial da Comarca de Gondomar, em que é recorrente o Ministério Público, decide-se, pelos fundamentos da exposição do relator de fls. 49, que as normas do artigo 55°, n° 3, do Decreto-Lei n° 214/88, de 17 de Junho, na redacção do Decreto-Lei n° 312/93, de 15 de Setembro, e do artigo 55°, n° 2., do Decreto-Lei n° 214/88, na redacção do Decreto-Lei n° 206/91, de 7 de Junho, não são contrárias à Constituição da República. Assim, concede-se provimento ao recurso.

Lisboa, 18 de Dezembro de 1996

Maria Assunção Esteves

Armindo Ribeiro Mendes

Alberto Tavares da Costa

Antero Monteiro Diniz

Maria Fernanda Palma

Vitor Nunes de Almeida

José Manuel Cardoso da Costa

Processo nº 756/96

1ª Secção

Relatora: Conselheira Assunção Esteves

Exposição prévia, nos termos do artigo 78º-A, n° l, da Lei do Tribunal Constitucional:

Neste processo, vindo do Tribunal Judicial da Comarca de Gondomar, em que é recorrente o Ministério Público, considera-se, no sentido e com os fundamentos do acórdão n° 778/96, D.R., II Série, de 17-8-1996, que as normas do artigo 55º, nº 3, do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho, na redacção do Decreto-Lei nº 312/93, de 15 de Setembro, e do artigo 55º, nº 2, do Decreto-Lei nº 214/88, na redacção do Decreto-Lei nº 206/91, de 7 de Junho, não são contrárias à Constituição da República. E, assim, deve o Tribunal Constitucional conceder provimento ao recurso.

II - Seja ouvido o recorrente, nos termos e para os efeitos do artigo 78º-A da Lei do Tribunal Constitucional. Prazo: cinco dias. Notifique.

Lisboa, 25 de Novembro de 1996

Maria Assunção Esteves