Portuguese Constitutional Court upholds conscientious objector law requiring explicit availability declaration for alternative service.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court of Portugal upheld the constitutionality of a law requiring conscientious objectors to make an explicit declaration of availability for alternative civic service. The applicant challenged this requirement, but the Court relied on its prior 1995 ruling which had already declared the norm constitutional. Consequently, the Court granted the appeal and revoked the lower decision to align with the established precedent.
Legislator headnote
AI generatedArticle 18(3)(d) of Law No. 7/92; The requirement for conscientious objectors to declare explicit availability for alternative service does not violate constitutional principles.
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Acórdão 1218/96
ACÓRDÃO Nº 1218/96
Processo nº 673/96
1ª Secção
Relatora: Conselheira Maria Fernanda Palma
Acordam na lª Secção do Tribunal Constitucional
Recorrente: A.
Recorrida: Comissão Nacional de Objecção de Consciência
Nestes autos de recurso, tendo por objecto a norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio, seguindo na esteira do acórdão n s 681/95, tirado em Plenário e publicado no D.R., II Série, de 30 de Janeiro de 1996, decide-se pela não inconstitucionalidade da norma em causa, concede-se provimento ao recurso e revoga-se a decisão recorrida que deve ser reformada em conformidade com tal julgamento de constitucionalidade.
Lisboa, 4 de Dezembro de 1996
Maria Fernanda Palma
Maria Assunção Esteves
Vítor Nunes de Almeida
Armindo Ribeiro Mendes
Alberto Tavares da Costa
Antero Monteiro Diniz
Luís Nunes de Almeida
Processo nº 673/96
1ª Secção
Relatora: Conselheira Maria Fernanda Palma
Exposição nos termos do artigo 78ºA da Lei do Tribunal Constitucional
Recorrente: A.
Recorrida: Comissão Nacional de Objecção de Consciência
1. O objecto do presente recurso é a questão da constitucionalidade da norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio - que exige daquele que requer o estatuto de objector de consciência que faça "declaração expressa dê disponibilidade do declarante para cumprir o serviço cívico alternativo" -, a qual foi aplicada pela decisão recorrida.
2. Este Tribunal, no seu acórdão nº 681/95, tirado em Plenário e publicado no D.R., II Série, de 30 de Janeiro de 1996, decidiu que aquela norma não é inconstitucional.
É esta decisão que aqui há que adoptar, razão por que deve negar-se provimento ao recurso.
3. Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 78º-A, nº l, da Lei do Tribunal Constitucional.
Lisboa, 10 de Outubro de 1996
Maria Fernanda Palma