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698/96 AI generated

Portuguese Constitutional Court dismisses MP appeal upholding eviction law norms as constitutional.

Case Number 698/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court dismissed the Public Prosecutor's appeal regarding the constitutionality of eviction law provisions. The lower court had declared itself incompetent to hear an eviction action because it refused to apply specific articles of the Eviction Law, citing their alleged organic unconstitutionality. The Court rejected this argument, reaffirming its established jurisprudence that these norms are constitutional and ordering the lower court to proceed with the case.

Legislator headnote

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Art. 55º, n.º 2 e 3 do Decreto-Lei nº 214/88, na redacção posterior; o Tribunal Constitucional confirma que as normas relativas ao despejo não são inconstitucionais e ordena a reforma da decisão que as invoca.

Keywords

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eviction law constitutionality organic unconstitutionality Public Prosecutor appeal lower court incompetence Portuguese Constitutional Court

Cited Legislation

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Art. 55º, n.º 2 do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho
Art. 55º, n.º 3 do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho
Art. 55º, n.º 2 do Decreto-Lei nº 214/88, na redacção do Decreto-Lei nº 206/91
Art. 55º, n.º 2 do Decreto-Lei nº 214/88, na redacção do Decreto-Lei nº 312/93
Art. 70º, n.º 1, alínea a) da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro
Art. 78º-A, n.º 1 da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro

Cited Case Law

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Acórdão nº 778/96
O Tribunal Constitucional, em jurisprudência nume­rosa e uniforme, tem vindo a julgar essas normas como não in­constitucionais e, consequentemente, a conceder provimento aos recursos (cfr., por todos o Acórdão nº 778/96, publicado no Diário da República, II Série, de 17 de Agosto de 1996).
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Full text

Acórdão 1157/96

ACÓRDÃO Nº 1157/96

Processo nº 698/96

1ª Secção

Relator: Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

1.- Nos presentes autos, vindos do Tribunal Judicial de Gondomar, em que é recorrente o Ministério Público, concordando-se, no essencial, com a exposição do relator opor­tunamente elaborada e pelos fun­damentos constantes do Acórdão nº 778/96, publicado no Diário da República, II Série, de 17 de Agosto de 1996, que aqui se adoptam, decide-se:

a) não julgar inconstitucionais as normas constan­tes do artigo 55º, nº 3, do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho, na redacção do Decreto-Lei nº 312/93, de 15 de Setembro e do artigo 55º, nº 2, na redacção do Decreto-Lei nº 206/91, de 7 de Junho;

b) e, em consequência, conceder provimento ao re­curso, determinando-se a reforma da decisão recorrida, em con­formidade com o ora decidido quanto à questão de constituciona­lidade.

Lisboa, 19 de Novembro de 1996

Alberto Tavares da Costa

Antero Alves Monteiro Diniz

Maria Fernanda Palma

Vítor Nunes de Almeida

Armindo Ribeiro Mendes

José Manuel Cardoso da Costa

Processo nº 698/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Exposição a que se refere o nº 1 do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

1.- A. intentou, no Tribunal Cível da Comarca do Porto, acção de despejo com processo sumá­rio contra B., a qual viria a cor­rer termos no 7º Juízo Cível dessa Comarca sob o nº 270/96 e remetida para a Comarca de Gondomar por despacho de 18 de Março do corrente ano.

O Senhor Juiz de Gondomar, por decisão de 25 de Junho último, declarou a incompetência do respectivo Tribunal para apreciar a acção, dado recusar aplicar, com fundamento em inconstitucionalidade orgânica, o disposto no nº 2 do artigo 55º do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho, na redacção do Decreto-Lei nº 312/93, de 15 de Setembro.

Do assim decidido recorreu o competente magistrado do Ministério Público para o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto ma alínea a) do nº 1 do artigo 70º da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, o qual foi admitido.

2.- Constitui objecto do presente recurso a questão de constitucionalidade das descritas normas.

O Tribunal Constitucional, em jurisprudência nume­rosa e uniforme, tem vindo a julgar essas normas como não in­constitucionais e, consequentemente, a conceder provimento aos recursos (cfr., por todos o Acórdão nº 778/96, publicado no Diário da República, II Série, de 17 de Agosto de 1996).

Não se vê razão para decidir diferentemente nem necessidade de maiores considerações.

Em face do sumariamente exposto, e considerando o disposto no nº 1 do citado artigo 78º-A, emite-se parecer no sentido de conceder provimento ao recurso de modo a obter-se a reforma da decisão recorrida em conformidade com o juízo de não inconstitucionalidade.

Ouçam-se as partes por 5 dias.