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553/96 AI generated

Constitutional court dismisses appeal for non-raised constitutional challenge to criminal code articles.

Case Number 553/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court refused to examine the appellant's appeal, ruling that the required constitutional challenge was never formally raised during the prior proceedings. Although the appellant alleged violations of Articles 2 and 133 of the Criminal Procedure Code, they instead argued that the lower court improperly used inadmissible evidence to form its conviction. The court held that since the specific constitutional complaint regarding these articles was absent from the trial record, the appeal lacked the necessary procedural foundation for review.

Legislator headnote

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Art. 70(1)(b), Art. 78-A of the Constitutional Court Law; Constitutional appeals require a prior, explicit constitutional challenge to the specific legal norm during the main proceedings, which must be substantiated by the lower court's application of that norm as the basis for its decision.

Keywords

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constitutional appeal admissibility procedural prerequisites Criminal Procedure Code prior constitutional challenge lack of standing procedural default Constitutional Court Law

Cited Legislation

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Art. 70(1)(b) of the Constitutional Court Law
Art. 78-A of the Constitutional Court Law
Art. 2 of the Criminal Procedure Code
Art. 133(1)(a) of the Criminal Procedure Code
artigo 133º do Código de Processo Penal
Significa isto que o recorrente, durante o processo, não suscitou a inconstitucionalidade da alínea a) do nº l do artigo 133º do Código de Processo Penal, nem a do artigo 2º do mesmo diploma legal.
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Full text

Acórdão 994/96

ACÓRDÃO Nº 994/96

Processo nº 553/96

2ª Secção

Relator: Conselheiro Messias Bento

Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:

Recorrente: A.

Recorrido : Ministério Público

Nestes autos de recurso interposto ao abrigo da alínea b) do nº l do artigo 70º da Lei do Tribunal Constitucional, não tendo o recorrente suscitado, durante o processo, a inconstitucionalidade de qualquer norma legal (maxime, a dos artigos 2º e 133º, nº l, alínea a), do Código de Processo Penal), pelas razões aduzidas na exposição do relator, que aqui se dão por reproduzidas, com que o Ministério Público concordou e que a resposta do recorrente não pôs em causa, decide-se não tomar conhecimento do recurso e condenar o recorrente nas custas, com taxa de justiça que se fixa em cinco unidades de conta.

Lisboa, 8 de Outubro de 1996

Messias Bento

Fernando Alves Correia

Guilherme da Fonseca

Bravo Serra

José de Sousa e Brito

Luís Nunes de Almeida

José Manuel Cardoso da Costa

Exposição nos termos do artigo 78º-A da Lei do Tribunal Constitucional:

Recorrente: A.

Recorrido : Ministério Público

1. O presente recurso - nos dizeres do próprio recorrente - é interposto ao abrigo da alínea b) do nº l do artigo 70º da Lei do Tribunal Constitucional, "por violação do principio da legalidade com consagração no artigo 2º e 133º, nº l, alínea a), ambos do Código de Processo Penal e (no) artigo 29º, nº l, 3 e 4 da CRP".

O Tribunal só poderá conhecer do recurso, se o recorrente tiver suscitado, durante o processo, a inconstitucionalidade de uma determinada norma legal e se, não obstante essa acusação de ilegitimidade constitucional, o acórdão recorrido a tiver aplicado como seu fundamento decisório.

Como os recursos de constitucionalidade só podem ter por objecto questões de inconstitucionalidade normativa - e não questões de inconstitucionalidade de actos de outra natureza, maxime, de actos processuais ou de decisões judiciais -, o que então há que verificar é se, no caso, durante o processo (ou seja, antes de proferido o acórdão de que recorre), o recorrente suscitou a inconstitucionalidade das duas únicas normas legais que indica no seu requerimento (ou seja, dos artigos 2º e 133º, nº l, alínea a), do Código de Processo Penal) ou de alguma delas; e, caso o tenha feito, se o Supremo Tribunal de Justiça, no seu acórdão de 6 de Março de 1996, as aplicou.

2. Pois bem: nas alegações de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, o que o recorrente disse é que "foram violadas, [...], conjugadas ou de per si, entre outras, as seguintes normas: artigo 32º, nºs l, 2 e 5 e artigo 208º, nº l, ambos da CRP; […] artigo 133º, nº 1 alínea a) [...] do CPPenal". Ou seja: ao invés de assacar qualquer vício de inconstitucionalidade ao mencionado artigo 1332, n2 l, alínea a), o recorrente teve-o por violado. E tal violação deste artigo 133º, nº l, alínea a), e das demais normas legais e constitucionais que então enumerou, ter-se-á verificado, em seu entender, pelo facto de o tribunal de lã instância ter lançado mão, para formar a sua convicção, de meios de prova de que, ao menos na fase de julgamento, não podia servir-se.

Significa isto que o recorrente, durante o processo, não suscitou a inconstitucionalidade da alínea a) do nº l do artigo 133º do Código de Processo Penal, nem a do artigo 2º do mesmo diploma legal.

Sendo isto assim, por falta dos respectivos pressupostos, sou de parecer que não pode conhecer-se do recurso.

3. Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do artigo 78º-A da Lei do Tribunal Constitucional.

Lisboa, 4 de Julho de 1996

Messias Bento