Portuguese Constitutional Court upholds bankruptcy laws against public prosecution challenge, confirming their constitutionality.
Legislator summary
AI generatedThe Portuguese Constitutional Court dismissed the public prosecution's challenge to specific bankruptcy law provisions, ruling them constitutional. The Ministry of Public Prosecution argued these norms should be declared unconstitutional, but the court relied on prior reasoning to reject this claim. Consequently, the court granted the appeal to reform the lower court's decision, affirming the validity of the cited legal articles.
Legislator headnote
AI generatedArt. 53(3) of D.L. 214/88; Art. 55(2) of D.L. 206/91: The Constitutional Court established that the challenged bankruptcy regulations do not violate constitutional principles and must be applied as valid law.
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Acórdão 908/96
ACÓRDÃO Nº 908/96
Processo nº 530/96
1ª Secção
Relator: Cons. Tavares da Costa
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional
1.- Nos presentes autos, vindos do Tribunal Judicial de Gondomar, em que é recorrente o Ministério Público, concordando-se, no essencial, com a exposição do relator oportunamente elaborada e pelos fundamentos constantes do Acórdão nº 778/96, de que então se juntou cópia e que aqui se adoptam, decide-se:
a) não julgar inconstitucionais as normas constantes do artigo 53º, nº 3, do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho, na redacção do Decreto-Lei nº 312/93, de 15 de Setembro e do artigo 55º, nº 2, na redacção do Decreto-Lei nº 206/91, de 7 de Junho;
b) e, em consequência, conceder provimento ao recurso, determinando-se a reforma da decisão recorrida, em conformidade com o ora decidido quanto à questão de constitucionalidade.
Lisboa, 9 de Julho de 1996
Alberto Tavares da Costa
Armindo Ribeiro Mendes
Maria da Assunção Esteves
Antero Alves Monteiro Diniz
Vítor Nunes de Almeida
Maria Fernanda Palma
José Manuel Cardoso da Costa
Processo nº 530/96
1ª Secção
Relator: Cons. Tavares da Costa
Exposição a que se refere o artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.
Autos de falência em que são requerentes o banco A., com sede em Lisboa e requerida B., com sede em Gondomar.
Recurso interposto pelo Ministério Público nos termos da alínea a), do nº 1, do artigo 70º, da Lei nº 28/82.
1.- Constitui objecto do presente recurso a questão de constitucionalidade das normas constantes dos artigos 53º, nº 3, do Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho, na redacção do Decreto‑Lei nº 312/93, de 15 de Setembro, e 55º, nº 2, na redacção do Decreto‑Lei nº 206/91, de 7 de Junho, as quais o Senhor Juiz do Tribunal Judicial da Comarca de Gondomar recusou aplicar, na decisão recorrida, de 22 de Abril de 1996.
2.- Este Tribunal, com base nos fundamentos constantes do acórdão nº 778/96, ainda inédito, tem vindo a julgar as descritas normas no sentido da sua não inconstitucionalidade e, consequentemente, a conceder provimento aos recursos como o presente, de modo a obter-se a reforma da decisão recorrida em conformidade com esse juízo de não inconstitucionalidade.
3.- Consequentemente, dado o disposto no nº 1 do artigo 78º-A, emite-se parecer no sentido apontado.
Junte cópia do acórdão citado.
Ouçam-se as partes, por 5 dias.