Legislator Case Law & Legislation
409/96 AI generated

Portuguese Constitutional Court upheld hospital debt collection laws as constitutional despite prior invalidation.

Case Number 409/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Partially Allowed

Legislator summary

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The Constitutional Court granted the Ministry of Public Prosecution and the Hospital District of Abrantes' appeal against a judicial order refusing hospital debt execution. The lower court had previously declared specific articles of the hospital debt decree unconstitutional, thereby blocking the enforcement of the debt. The Court reversed this by citing prior jurisprudence establishing that these norms do not violate the Constitution, mandating the reformulation of the lower court's decision to allow execution.

Legislator headnote

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Art. 205.º n.º 1 da CR; Art. 70.º n.º 1, alínea a), Art. 78.º-A n.º 1 da Lei n.º 28/82: The Constitutional Court may refer to prior jurisprudence to determine that previously declared unconstitutional norms are not actually unconstitutional, thereby allowing their application.

Keywords

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Constitutional Review Hospital Debt Collection Judicial Execution Constitutional Jurisprudence Decree-Law Validity Procedural Reformulation Public Prosecution Appeal

Cited Legislation

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Art. 205.º n.º 1 da CR
Art. 70.º n.º 1, alínea a), da Lei n.º 28/82
Art. 78.º-A n.º 1 da Lei n.º 28/82
Decreto-Lei n.º 194/92, de 8 de Setembro

Cited Case Law

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Acórdão n.º 760/95
Acórdão n.º 761/95
Acórdão n.º 118/96
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Full text

Acórdão 819/96

ACÓRDÃO Nº 819/96

Processo nº 409/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

Nos presentes autos, em que são recorrentes o Ministério Público e o Hospital Dis­trital de Abrantes, concordando-se com a exposição do relator opo­rtunamente elabo­rada e pelos fundamentos dos Acórdãos deste Tribunal nºs. 760/95 e 761/95, publicados no Diário da Repúbli­ca, II Série, de 2 do corrente, decide-se:

a) não julgar inconstitucionais as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a), 4º e 6º do Decreto‑Lei nº 194/92, de 8 de Setembro;

b) conceder provimento aos recursos, devendo a decisão recorrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.

Lisboa, 25 de Junho de 1996

Alberto Tavares da Costa

Armindo Ribeiro Mendes

Maria da Assunção Esteves

Maria Fernanda Palma

Vítor Nunes de Almeida

Antero Alves Monteiro Diniz

Luís Nunes de Almeida

Processo nº 409/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Exposição preliminar a que se refere o nº 1 do ar­tigo 78º-A da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

1.- O Hospital Distrital de Abrantes instaurou, no Tri­bunal Judicial dessa cidade, acção executiva contra companhia de seguros B., e outros, para pagamento de quantia devi­da por assistência hospitalar.

Para o efeito - e segundo decorre dos autos - fundamentou-se como título executivo, em certidão de dívida hospitalar, emitida ao abrigo do disposto no artigo 2º do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro.

Por despacho de 11 de Dezembro de 1995 foi indefe­ri­da liminarmente a execução, por se entender inexistir título exe­cutivo, uma vez que se não aplicaram, por serem materialmen­te inconstitucio­nais, as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a), 4º e 6º do Decreto-Lei nº 194/92, citado.

2.- Do mencionado despacho recorreram para o Tribunal Constitucional o Ministério Público e o exequente, ambos ao abrigo do disposto na alínea a) do nº 1 do artigo 70º da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, dada a recusa de aplicação daquelas normas por alegada violação do disposto no artigo 205º, nº 1, da Constituição da República (CR).

3.- A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de decisões anteriores do Tribunal Constitucional, com as quais se concorda pelo que, nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, se remete para essa jurisprudência com expressão, nomeadamente, nos acórdãos nºs. 760/95, 761/95 e 118/96, publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fe­vereiro de 1996, os dois primeiros, e de 7 de Maio de 1996, o último.

Assim, formulando-se o parecer de não inconstitu­cionalidade, deve, consequentemente, conceder-se provimento ao recurso e determi­nar, oportunamente, a reformulação do decidido em consonância com este entendimento.

Ouçam-se as partes, por 5 dias, nos termos do nº 1 do citado artigo 78º-A.