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181/96 AI generated

Portuguese Constitutional Court upheld hospital debt collection laws as constitutional despite prior invalidation in civil proceedings.

Case Number 181/96
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

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The Constitutional Court granted the appeal against a civil court's refusal to enforce a hospital debt based on alleged unconstitutionality. The Hospital A sued for payment using a debt certificate issued under specific articles of the 1992 Decree-Law, which the lower court had previously deemed materially unconstitutional. The Court ruled that these norms are not unconstitutional, thereby allowing the enforcement of the debt and reformulating the lower court's decision.

Legislator headnote

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Art. 205.º n.º 1 CR; Art. 2.º, n.º 2, alínea a), e 6.º do Decreto-Lei n.º 194/92: The Constitutional Court may declare previously declared unconstitutional norms constitutional when they are not inapplicable to the specific case, allowing their enforcement.

Keywords

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Constitutional Review Enforceability of Laws Hospital Debt Collection Material Unconstitutionality Civil Enforcement Proceedings

Cited Legislation

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Art. 205.º n.º 1 da Constituição da República
Art. 2.º, n.º 2, alínea a), e 6.º do Decreto-Lei n.º 194/92, de 8 de Setembro
Art. 78º-A, nº 1 da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro
Art. 70º, alínea a), nº 1 da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro

Cited Case Law

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Acórdão n.º 760/95
Acórdão n.º 761/95
Acórdão n.º 118/96
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Full text

Acórdão 650/96

Processo nº 181/96 ACÓRDÃO Nº 650/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional

Nos presentes autos, em que são recorrentes o Hospital A e o Ministério Público, concordando-se com a exposição do relator oportunamente elaborada e pelos fundamentos dos acórdãos deste Tribunal nºs. 760/95 e 761/95, publicados no Diário da República, II Série, de 2 do corrente, decide-se:

a) não julgar inconstitucionais as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a), e 6º do Decreto‑Lei nº 194/92, de 8 de Setembro;

b) conceder provimento aos recursos, devendo a decisão recorrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.

Lisboa, 7 de Maio de 1996

Ass) Alberto Tavares da Costa

Armindo Ribeiro Mendes

Antero Alves Monteiro Dinis

Luis Nunes de Almeida

Processo nº 181/96

1ª Secção

Rel. Cons. Tavares da Costa

Exposição preliminar a que se refere o nº 1 do ar­tigo 78º-A da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.

1.- O Hospital A instaurou, no Tribunal Judicial dessa cidade, acção executiva contra a Companhia de Seguros B, para pagamento de quantia devida pela assistência hospitalar a sinistrado de acidente de viação.

Para o efeito - e segundo decorre dos autos - fundamentou-se como título executivo, em certidão de dívida hospitalar, emitida ao abrigo do disposto no artigo 2º do Decreto-Lei nº 194/92, de 8 de Setembro.

Por despacho de 8 de Novembro de 1995 foi indeferida liminarmente a execução, por se entender inexistir título executivo, uma vez que se não aplicaram, por serem materialmente inconstitucionais, as normas dos artigos 2º, nº 2, alínea a), e 6º do Decreto-Lei nº 194/92, citado.

2.- Do mencionado despacho recorreram para o Tribunal Constitucional o Ministério Público e o exequente, ambos ao abrigo do disposto na alínea a) do nº 1 do artigo 70º da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, dada a recusa de aplicação daquelas normas por alegada violação do disposto no artigo 205º, nº 1, da Constituição da República (CR).

3.- A questão de constitucionalidade que se coloca, foi já objecto de decisões anteriores do Tribunal Constitucional, com as quais se concorda pelo que, nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, se remete para essa jurisprudência com expressão, nomeadamente, nos acórdãos nºs. 760/95 e 761/95, ambos publicados no Diário da República, II Série, de 2 de Fe­vereiro de 1996, e no acórdão nº 118/96, ainda inédito.

Assim, formulando-se o parecer de não inconstitucionalidade, deve, consequentemente, conceder-se provimento ao recurso e determinar, oportunamente, a reformulação do decidido em consonância com este entendimento.

Ouçam-se as partes, por 5 dias, nos termos do nº 1 do citado artigo 78º-A.

Alberto Tavares da Costa