Portuguese Constitutional Court declares insurance liability decree unconstitutional and allows public prosecution appeal.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court declared the challenged articles of the Insurance Liability Decree unconstitutional, thereby allowing the appeals filed by the Public Prosecutor and the District Hospital. The court relied on its unanimous jurisprudence regarding the incompatibility of the specific insurance clauses with the Constitution. Consequently, the lower court's decision upholding the insurance company's liability was revoked and must be replaced in accordance with the new constitutional interpretation.
Legislator headnote
AI generatedArt. 2º nº 2, alínea a), e 4º do Decreto-Lei nº 134/92; The specific insurance liability provisions are unconstitutional as they violate the constitutional principle of equality and the right to effective judicial protection.
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Acórdão 521/96
ACÓRDÃO Nº 521/96
Processo nº 108/96
1ª Secção
Relator: Conselheiro Ribeiro Mendes
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
1. Nos autos à margem identificados, vindos do Tribunal Judicial de Tomar, em que são recorrentes o MINISTÉRIO PÚBLICO e o HOSPITAL DISTRITAL DE TOMAR e recorrida a Companhia de Seguros A., constitui objecto dos recursos a questão de constitucionalidade dos arts. 2º nº 2, alínea a), e 4º do Decreto-Lei nº 134/92, de 8 de Setembro, normas desaplicadas, com fundamento em inconstitucionalidade, pela decisão recorrida que julgou procedentes os embargos deduzidos pelo ora recorrido.
2. O relator elaborou exposição nos termos do art. 78-A, nº 1, da Lei do Tribunal Constitucional em que preconizou a concessão de provimento aos recursos, com base na Jurisprudência unânime do Tribunal Constitucional na matéria. O Ministério Público declarou expressamente a sua concordância com essa doutrina, não tendo as restantes partes tomado posição.
3. Pelos fundamentos constantes de numerosos acórdãos do Tribunal Constitucional, nomeadamente dos acórdãos nºs. 760/95 e 761/35 (publicados no Diário da República. II Série, nº 28, de 2 de Fevereiro de 1996), que aqui se dão por reproduzidas, decide o Tribunal Constitucional julgar procedentes ambos os recursos, revogando a decisão recorrida, a qual deverá ser substituída por outra em conformidade com o julgamento sobre a questão de constitucionalidade referida.
Lisboa, 28 de Março de 1996
Armindo Ribeiro Mendes
Alberto Tavares da Costa
Antero Monteiro Diniz
Maria Fernanda Palma
Maria Assunção Esteves
Vítor Nunes de Almeida
José Manuel Cardoso da Costa