Legislator Case Law & Legislation
3/95 AI generated

Portuguese Constitutional Court upholds conscientious objector law requiring explicit declaration for alternative service.

Case Number 3/95
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

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The Portuguese Constitutional Court granted the Public Prosecutor's appeal against a lower court's refusal to apply a specific provision of the Conscientious Objectors Law. The court relied on its own prior ruling (Acórdão nº 681/95) which had already declared the requirement for an explicit declaration of availability for alternative service constitutional. Consequently, the court revoked the lower decision and confirmed the law's validity, rejecting any contrary arguments regarding the norm's constitutionality.

Legislator headnote

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Lei nº 7/92, de 12 de Maio, artigo 18º, nº 3, alínea d): The requirement for a conscientious objector to make an explicit declaration of availability to perform alternative civic service is constitutional and does not violate fundamental rights.

Keywords

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Constitutional Review Conscientious Objector Alternative Service Explicit Declaration Legal Validity Public Prosecutor Appeal Portuguese Law

Cited Legislation

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Lei nº 7/92, de 12 de Maio, artigo 18º, nº 3, alínea d)
Lei do Tribunal Constitucional, artigo 78º-A, nº 1

Cited Case Law

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Acórdão nº 681/95
Este Tribunal, no seu acórdão nº 681/95, tirado em Plenário e publicado no Diário da República, II série, de 30 de Janeiro de 1996, decidiu que aquela norma não é inconstitucional.
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Acórdão 422/96

IGUAIS A ESTE OS ACs. nºs 423/96 a 445/96

ACÓRDÃO Nº 422/96

Processo nº 3/95

2ª Secção

Relator: Cons. Guilherme da Fonseca

Acordam, em conferência, na 2ª Secção do

Tribunal Constitucional:

Recorrente: Ministério Público

Recorrido: A

Nestes autos de recurso, tendo por objecto a norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio, seguindo na esteira do acórdão nº 681/95, tirado em Plená­rio e publicado no Diário da República, II série, de 30 de Ja­neiro de 1996, e sem prejuízo da opinião contrária do ora relator, decide-se pela não inconstitucionalidade da norma em causa, concede-se provimento ao recurso e revoga-se a decisão recorrida que deve ser reformada em conformidade com tal julgamento de constitucionalidade.

Lisboa, 14 de Março de 1996

Guilherme da Fonseca

Bravo Serra

Messias Bento

Fernando Alves Correia

Luis Nunes de Almeida

José de Sousa e Brito

José Manuel Cardoso da Costa

Processo nº 3/95

2ª Secção

Relator: Cons. Guilherme da Fonseca

EXPOSIÇÃO

Exposição nos termos do artigo 78º-A da Lei do Tribunal Consti­tucional:

Recorrente: Ministério Público

Recorrido: A

1. O objecto do presente recurso é a questão da constitucionalidade da norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio - que exige daquele que requer o estatuto de objector de consciência que faça "declaração expressa de disponibilidade do declarante para cumprir o serviço cívico alternativo" -, a qual foi desaplicada pela decisão recorrida.

2. Este Tribunal, no seu acórdão nº 681/95, tirado em Plenário e publicado no Diário da República, II série, de 30 de Janeiro de 1996, decidiu que aquela norma não é inconstitucional.

É esta decisão que aqui há que adoptar, razão por que deve conceder-se provimento ao recurso.

3. Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 78º-A, nº 1, da Lei do Tribunal Constitucional.

Lisboa, 08 de Fevereiro de 1996

Guilherme da Fonseca