Portuguese Constitutional Court upholds conscientious objector law requiring explicit declaration for alternative service.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the unconstitutionality challenge against Article 18 of Law 7/92, which mandates an explicit declaration for conscientious objectors to perform alternative civic service. The Ministry of Public Prosecution successfully argued that the norm was constitutional, citing a prior Plenary ruling from January 1996 that rejected similar challenges. Consequently, the court granted the appeal and ordered the lower administrative decision to be reformulated in accordance with the established constitutional validity.
Legislator headnote
AI generatedArt. 18, n.º 3, alínea d), da Lei n.º 7/92; The norm requiring an explicit declaration of availability for alternative civic service by conscientious objectors is constitutional and does not violate fundamental rights.
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Acórdão 329/96
Processo nº 739/95 ACÓRDÃO Nº 329/96
1ª Secção
Relator: Cons. Tavares da Costa
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional
Nos presentes autos, vindos do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A, concordando-se com a exposição do relator elaborada oportunamente, decide-se:
a) não julgar inconstitucional a norma da alínea d), do nº 3, do artigo 18º, da Lei nº 7/92, de 12 de Maio;
b) e, consequentemente, conceder provimento ao recurso, devendo a decisão recorrida ser reformulada de acordo com o decidido quanto à questão de constitucionalidade.
Lisboa,5 de Março de 1996
Ass) Alberto Tavares da Costa
Vitor Nunes de Almeida
Maria da Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Dinis
Maria Fernanda Palma
José Manuel Cardoso da Costa
Processo nº 739/95
1ª Secção
Relator: Cons. Tavares da Costa
Exposição a que se refere o artigo 78º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro.
Recorrente: Ministério Público
Recorrido: A
1.- O objecto do presente recurso é a questão de constitucionalidade da norma da alínea d), do nº 3, do artigo 18º, da Lei nº 7/92, de 12 de Maio - que exige daquele que requer o estatuto de objector de consciência que faça "declaração expressa de disponibilidade do declarante para cumprir o serviço cívico alternativo" - , a qual foi desaplicada pela decisão recorrida.
2.- Este Tribunal, no seu Acórdão nº 681/95, tirado em Plenário e publicado no Diário da República, II Série, de 30 de Janeiro de 1996, decidiu que aquela norma não é inconstitucional.
É esta decisão que aqui há que adoptar, razão por que deve conceder-se provimento ao recurso.
3.- Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 78º-A, nº 1, da Lei do Tribunal Constitucional
Alberto Tavares da Costa