Portuguese Constitutional Court upheld the conscientious objection law's requirement for explicit alternative service availability. The court dismissed the unconstitutionality claim based on prior precedent. The decision confirmed the statutory provision does not violate constitutional rights.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court granted the mandatory appeal for constitutionality, rejecting the claim that the conscientious objection law violated constitutional articles. The applicant argued the law was unconstitutional, but the court relied on its previous ruling in Acórdão 681/95 which already validated the same provision. Consequently, the court upheld the law's requirement for explicit availability of alternative service.
Legislator headnote
AI generatedArt. 280.º n.º 1, alínea a) e 3 da Constituição; Art. 70.º n.º 1, alínea a) e 72.º n.º 3 da Lei do Tribunal Constitucional; If a norm has already been adjudicated as constitutional by the Constitutional Court, subsequent identical challenges must be dismissed by remitting to that prior decision.
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Acórdão 72/96
Proc. nº 12/95 ACÓRDÃO Nº 72/96
1ª Secção
Rel. Cons. Monteiro Diniz
Acordam no Tribunal Constitucional:
1 - A Comissão Nacional de Objecção de Consciência, por acórdão de 14 de Julho de 1994, indeferiu liminarmente a declaração de objecção de consciência apresentada por A, em virtude de nela não se conter a "declaração expressa da disponibilidade do declarante para cumprir o serviço cívico alternativo" como é exigido pelo artigo 18º, nº 3, alínea d) da Lei nº 7/92, de 12 de Maio.
Contra esta deliberação interpôs o declarante recurso para o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa suscitando a questão da inconstitucionalidade daquela norma, por violação do disposto nos artigos 41º, nº 6 e 276º, nºs 4 e 5 da Constituição.
Por sentença de 15 de Dezembro de 1994, foi recusada, com fundamento em inconstitucionalidade, a aplicação da norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, concedendo-se, consequentemente, provimento ao recurso e anulando-se o acto impugnado.
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2 - Em obediência ao disposto nos artigos 280º, nºs 1, alínea a) e 3 da Constituição e 70º, nº 1, alínea a) e 72º, nº 3, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, na redacção dada pela Lei nº 85/89, de 7 de Setembro, (Lei do Tribunal Constitucional), interpôs o Ministério Público, daquela sentença, recurso obrigatório de Constitucionalidade.
Nas alegações entretanto oferecidas pelo senhor Procurador-Geral Adjunto concluiu-se deste modo:
1º - A norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio (Lei sobre Objecção de Consciência), não enferma de inconstitucionalidade, designadamente por violação dos artigos 18º, nº 2, 41º, nº 6, e 276º, nº 4, da Constituição.
2º - Deve, em consequência, conceder-se provimento ao recurso e determinar-se a reforma da decisão recorrida, na parte impugnada.
A recorrida Comissão Nacional de Objecção de Consciência não contralegou.
Corridos os vistos legais cabe apreciar e decidir.
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3 - Este Tribunal teve já ensejo de apreciar e decidir questão idêntica aquela que nestes autos vem proposta, no acórdão nº 681/95, Diário da República, II Série, de 30 de Janeiro de 1996, tirado em processo que foi levado a plenário nos termos e para os efeitos previstos no artigo 79º-A, nº 1, da Lei do Tribunal Constitucional, aí se concluindo no sentido de a norma da alínea d), do nº 3, do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio, não violar qualquer norma ou princípio constitucional, designadamente os artigos 18º, nº 2, 41º, nº 6 e 276º, nº 4, da Constituição.
E assim sendo, cabe agora tão somente remeter para aquela decisão, acolhendo por inteiro a fundamentação que lhe serviu de suporte.
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4 - Nesta conformidade, decide-se:
a) Não julgar inconstitucional a norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio;
b) Conceder, consequentemente, provimento ao recurso e determinar a reforma da decisão recorrida em conformidade com o presente julgamento de não inconstitucionalidade.
Lisboa, 6 de Fevereiro de 1996
Ass) Antero Alves Monteiro Dinis
Maria Fernanda Palma
Maria da Assunção Esteves
Alberto Tavares da Costa
Vítor Nunes de Almeida
Armindo Ribeiro Mendes
José Manuel Cardoso da Costa