Legislator Case Law & Legislation
TC_19960070 AI generated

Constitutional Court upholds conscientious objection law clause requiring explicit civic service availability declaration.

Case Number TC_19960070
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

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The Constitutional Court dismissed the Ministry of Public Prosecution's appeal against a lower court ruling that had previously declared a specific law clause unconstitutional. The applicant had challenged Article 18(3)(d) of Law 7/92, which required an explicit declaration of availability for civic service, arguing it violated constitutional rights. The Court ruled that this provision does not infringe upon constitutional guarantees, citing its own prior decision on the identical issue.

Legislator headnote

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Art. 18(3)(d) of Law 7/92; The clause requiring an explicit declaration of availability for civic service does not violate constitutional provisions regarding conscientious objection.

Keywords

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Conscientious Objection Constitutional Review Civic Service Explicit Declaration Law Inconstitutionality Constitutional Court Legal Precedent

Cited Legislation

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Art. 18(3)(d) of Law 7/92
Art. 280(1)(a) and 3 of the Constitution
Art. 70(1)(a) and 72(3) of Law 28/82
Art. 18(2), 41(6), and 276(4) of the Constitution

Cited Case Law

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Acórdão nº 681/95
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Full text

Acórdão 70/96

Proc. nº 335/94 ACÓRDÃO Nº 70/96

1ª Secção

Rel. Cons. Monteiro Diniz

Acordam no Tribunal Constitucional:

1 - A Comissão Nacional de Objecção de Consciência, por acórdão de 5 de Janeiro de 1994, indeferiu liminarmente a declaração de objecção de consciência apresentada por A, em virtude de nela não se conter a "declaração expressa de disponibilidade para o cumprimento do serviço cívico" a que se reporta o artigo 18º, nº 3, alínea d) da Lei nº 7/92, de 12 de Maio.

Contra esta deliberação interpôs o declarante recurso para o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa suscitando a questão da inconstitucionalidade daquela norma, por violação do disposto nos artigos 41º, nº 6 e 276º, nºs 4 e 5 da Constituição.

Por sentença de 8 de Junho de 1994, foi recusada, com fundamento em inconstitucionalidade, a aplicação da norma da alí­

nea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, concedendo-se, conse­quentemente, provimento ao recurso e anulando-se o acto impugnado.

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2 - Em obediência ao disposto nos artigos 280º, nºs 1, alínea a) e 3 da Constituição e 70º, nº 1, alínea a) e 72º, nº 3, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, na redacção dada pela Lei nº 85/89, de 7 de Setembro, (Lei do Tribunal Constitucional), interpôs o Ministério Público, daquela sen­tença, recurso obrigatório de Constitucionalidade.

Nas alegações entretanto oferecidas pelo senhor Procurador-Geral Adjunto concluiu-se deste modo:

1º - A norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio (Lei sobre Objecção de Consciência), não enferma de inconstitucionalidade, designadamente por violação dos artigos 18º, nº 2, 41º, nº 6, e 276º, nº 4, da Constitui­ção.

2º - Deve, em consequência, conceder-se provimento ao re­curso e determinar-se a reforma da decisão recorrida, na par­te impugnada.

A recorrida Comissão Nacional de Objecção de Consciência não contralegou.

Corridos os vistos legais cabe apreciar e decidir.

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3 - Este Tribunal teve já ensejo de apreciar e decidir questão idêntica aquela que nestes autos vem proposta, no acórdão nº 681/95, Diário da República, II Série, de 30 de Janeiro de 1996, tirado em processo que foi levado a plenário nos termos e para os efeitos previstos no artigo 79º-A, nº 1, da Lei do Tribunal Constitucional, aí se concluindo no sentido de a norma da alínea d), do nº 3, do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio, não violar qualquer norma ou princípio constitucional, designadamente os artigos 18º, nº 2, 41º, nº 6 e 276º, nº 4, da Constituição.

E assim sendo, cabe agora tão somente remeter para aquela decisão, acolhendo por inteiro a fundamentação que lhe serviu de suporte.

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4 - Nesta conformidade, decide-se:

a) Não julgar inconstitucional a norma da alínea d) do nº 3 do artigo 18º da Lei nº 7/92, de 12 de Maio;

b) Conceder, consequentemente, provimento ao recurso e deter­minar a reforma da decisão recorrida em conformidade com o presen­te julgamento de não inconstitucionalidade.

Lisboa, 6 de Fevereiro de 1996

Ass) Antero Alves Monteiro Dinis

Maria Fernanda Palma

Maria da Assunção Esteves

Alberto Tavares da Costa

Vítor Nunes de Almeida

Armindo Ribeiro Mendes

José Manuel Cardoso da Costa