Constitutional Court upholds the constitutionality of the Injunction Law despite a judge's declaration of unconstitutionality.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court granted the Public Prosecutor's appeal against a lower court judge's declaration that the Injunction Law was unconstitutional. The judge had refused to apply the law because a party opposed the injunction, while the Court previously ruled the law itself valid. The Court reaffirmed its prior unanimous stance that the Injunction Law does not violate the Constitution, thereby revoking the lower court's decision.
Legislator headnote
AI generatedArt. 4º and Art. 6º of Law No. 404/93; The Constitutional Court reaffirms that the Injunction Law, including provisions for opposing an injunction, does not violate the Constitution and remains fully applicable.
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Acórdão 666/95
ACÓRDÃO Nº 666/95
Proc. nº 159/95
2ª Secção
Relator: Cons. Sousa e Brito
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional
Nestes autos vindos do Tribunal Judicial da Comarca de Vila Franca de Xira, em que é recorrente o Ministério Público e recorrida A., concordando-se, no essencial, com a exposição constante de fls. 30/32, tendo em conta o decidido nos Acórdãos deste Tribunal nºs. 394/95 e 399/95, oportunamente juntos ao processo, decide-se conceder provimento ao recurso e, consequentemente, revogar a decisão recorrida, que deve ser reformulada em consonância com o decidido sobre a questão de constitucionalidade.
Lisboa, 22 de Novembro de 1995
José de Sousa e Brito
Guilherme da Fonseca
Bravo Serra
Messias Bento
Fernando Alves Correia
Luís Nunes de Almeida
EXPOSIÇÃO
(Artigo 78º-A, nº1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro-LTC)
1. B., "na qualidade de gerente e legal representante" da sociedade C. requereu no Tribunal Judicial da Comarca de Vila Franca de Xira, providência de injunção relativamente a A., visando conferir natureza executiva a uma obrigação pecuniária no valor de 71.190$00, decorrente de transacções comerciais entre aquela e esta.
Procedeu-se à notificação da requerida, nos termos do artigo 4º, do DL nº 404/93, de 10 de Dezembro, e porque esta deduziu oposição oposição foram os autos enviados, pelo secretário judicial, à distribuição e conclusos ao juiz do 1º Juízo Cível da Comarca de Vila Franca de Xira. Proferiu então este magistrado o despacho de fls. 26, no qual "declara" materialmente inconstitucional o DL nº 404/93, não o aplicando e declarando nulo o processado.
É deste despacho que vem interposto pelo Ministério Público o presente recurso de constitucionalidade.
2. As questões de conformidade constitucional que se têm colocado a propósito da figura da injunção criada pelo DL nº 404/93, nomeadamente as que o despacho recorrido suscita, foram recentemente apreciadas por este Tribunal. O entendimento unânime de ambas as Secções foi o de que a providência de injunção, tal qual a regula o DL nº 404/93 - designadamente os artigos 2º, 4º, 5º e 6º, nº 2, deste diploma - não viola a Constituição (v., por exemplo, o Acórdão nº 375/95, da 1ª Secção e desta 2ª Secção os Acórdãos nºs 394/95, 397/95, 398/95, 399/95 e 413/95, todos ainda inéditos).
Neste processo, embora o despacho impugnado se não refira a normas concretas, formulando uma recusa (impropriamente qualificada como "declaração") global do diploma, resulta estarem em causa especificamente, atendendo à sequência processual em que surge a decisão recorrida (requerimento de injunção - notificação - dedução de oposição - distribuição - conclusão ao juiz), os artigos 4º e 6º, nº 1 e 2, no trecho que dispõe para a hipótese de ser deduzida oposição, do DL nº 404/93, disposições estas às quais o secretário judicial do Tribunal de Vila Franca de Xira deu sucessivamente cumprimento.
3. Entende o ora relator não colocar a presente situação qualquer questão nova, não abordada nos Acórdãos já citados, havendo apenas que reafirmar o entendimento expresso nessas decisões com o consequente provimento do recurso e revogação do despacho recorrido.
Determina-se, assim, a audição das partes por cinco dias quanto a esta posição do relator (artigo 78º - A, nº 1, da LTC), dando-se-lhes conhecimento na mesma altura dos Acórdãos nºs 394/95 e 399/95, dos quais se determina seja junta cópia a estes autos.
Lisboa, 17.10.95
José de Sousa e Brito