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301/95 AI generated

Portuguese Constitutional Court declares Article 41 of Minor Protection Law unconstitutional for restricting judicial representative intervention.

Case Number 301/95
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Inadmissible

Legislator summary

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The Constitutional Court declared Article 41 of the Minor Protection Law unconstitutional for prohibiting judicial representatives from intervening outside the appeal phase. The Court upheld the lower tribunal's decision to admit the parents' lawyer despite the law's restriction. This ruling aligns with a prior decision establishing that such restrictions violate constitutional rights.

Legislator headnote

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Article 20(2) and Article 18(2) and (3) of the Constitution; Article 41 of the Minor Protection Law: Restrictions on judicial representative intervention outside the appeal phase violate constitutional guarantees of legal representation and due process.

Keywords

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Constitutional unconstitutionality Minor protection law Judicial representative Legal representation rights Due process violation Appeal phase restriction Constitutional Court ruling

Cited Legislation

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Article 20(2) of the Constitution
Article 18(2) and (3) of the Constitution
Article 41 of the Minor Protection Law
Article 78-A of Law No. 28/82

Cited Case Law

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Acórdão nº 488/95
Acontece que este Tribunal Constitucional, no recente acórdão nº 488/95, ainda inédito, e junto aos autos, decidiu já:
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Acórdão 618/95

ACÓRDÃO Nº 618/95

Processo nº 301/95

2ª Secção

Relator: Cons. Guilherme da Fonseca

Acordam, em conferência, na 2ª Secção do

Tribunal Constitucional:

Nos presentes autos, vindos do Tribunal de Menores de Lisboa, em que figuram como recorrente o Ministério Público, e como re­corridos A. e mulher B., pelos fundamentos da EXPOSIÇÃO do Relator, a fls. 28 e seguintes, que aqui se dão por inteira­mente reproduzidos, tendo merecido a "inteira concordân­cia" do Minis­tério Público, e nada tendo dito os recorridos, decide-se:

a) julgar inconstitucional, por violação do arti­go 20º, nº 2, conjugado com o artigo 18º, nºs 2 e 3 da Constitui­ção, a norma do artigo 41º da O.T.M., na parte em que não admi­te a interven­ção de mandatário judicial fora da fase de re­cur­so.

b) ne­gar provimento ao recurso, mantendo-se a de­cisão recorrida.

Lx. 8.11.95

Guilherme da Fonseca

Bravo Serra

Fernando Alves Correia

Messias Bento

José de Sousa e Brito

Luís Nunes de Almeida

Processo nº 301/95

2ª Secção

Relator: Cons. Guilherme da Fonseca

EXPOSIÇÃO

1. A Curadora de Menores junto do Tribunal de Me­nores de Lisboa veio interpor recurso para este Tribunal Cons­titucional do despacho do Mmº Juiz do citado Tribunal de Meno­res, proferido no dia 3 de Abril de 1995, em auto de inquirição de testemunhas, que "recusou a aplicação por inconstitucionali­dade do artº 41º da Lei Tutelar de Menores, por violação dos artºs 7 e 8 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, 6º e 13º da C.E.D.H., 16º, nºs 1 e 2, 20º e 36º, nºs 5 e 7, 67º e 68º e 205º da Constituição da República".

2. A decisão recorrida é do seguinte teor:

"A obstrução à intervenção de man­datá­rio judi­cial no processo tutelar por parte dos repre­sentantes legais ou proge­nitores da meno­r, es­tipulada no artigo 41º da O­. T. M., considera-se in­constitucional, por se nos afi­gu­rar violar tal preceito legal o disposto nos ar­tigos 7º e 8º da D.U.D.H., 6º e 13º da CEDH, 16º, nºs 1 e 2, 20º, 36º, nº 5 e 7, 67º, 68º, e 205º da Constituição da República, razão pela qual se recusa a aplica­ção daquele preceito legal e se admite a intervenção do ilustre advogado dos progenitores da menor dos autos no presente acto".

3. Acontece que este Tribunal Constitucional, no recente acórdão nº 488/95, ainda inédito, e junto aos autos, decidiu já:

"julgar inconstitucional, por violação do arti­go 20º, nº 2, conjugado com o artigo 18º, nºs 2 e 3 da Constitui­ção, a norma do artigo 41º da O.T.M., na parte em que não admi­te a interven­ção de mandatário judicial fora da fase de re­cur­so;"

Aderindo a tal entendimento, e dando aqui como reproduzidos os fundamentos de que se serviu aquele acórdão, há apenas que apontar para a decisão de se negar provimento ao presente recurso, mantendo-se a decisão recorrida.

4. Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 78º-A, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, aditado pelo artigo 2º, da Lei nº 85/89, de 7 de Setembro.

Guilherme da Fonseca