Legislator Case Law & Legislation
TC_19950545 AI generated

Portuguese Constitutional Court declares compensation laws constitutional and dismisses the challenge to administrative valuation. The court upholds the state's power to fix compensation values administratively. The decision relies on prior uniformity rulings regarding expropriation compensation standards.

Case Number TC_19950545
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court dismissed the Secretary of State's challenge to a Supreme Administrative Court ruling that had previously declared certain compensation laws unconstitutional. The State argued that fixing indemnity values is a fundamental administrative function necessary for public interest expropriation, while the claimants insisted the specific legal provisions violated constitutional rights. The court decided to uphold the laws by referencing a prior plenary ruling that had already confirmed their constitutionality, thereby ensuring judicial uniformity and ordering the reform of the administrative act.

Legislator headnote

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Art. 16, n.º 6 da Lei n.º 80/77; Art. 24.º do Decreto-Lei n.º 51/86: The provisions establishing administrative fixation of compensation values for expropriation are constitutional and do not violate fundamental rights, as confirmed by prior uniformity jurisprudence.

Keywords

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administrative compensation valuation expropriation indemnity standards constitutional challenge dismissal judicial uniformity principle state administrative function

Cited Legislation

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Art. 16, n.º 6 da Lei n.º 80/77, de 26 de Outubro, na redacção do Decreto-Lei n.º 343/80, de 2 de Setembro
Art. 24.º do Decreto-Lei n.º 51/86, de 14 de Março
Art. 79-A, n.º 1 da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro, aditado pela Lei n.º 85/89, de 7 de Setembro

Cited Case Law

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Acórdão n.º 452/95, de 6 de Julho
Acórdão n.º 226/95, de 27 de Julho
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TC_19950549
Portuguese Constitutional Court upheld Finance Minister's power to approve arbitration awards in nationalization compensation cases.
TC_19950501
Portuguese Constitutional Court allows Ministry of Finance to homologate arbitration awards on nationalization compensation.
TC_19950544
Portuguese Constitutional Court upheld arbitration award validity, rejecting claims of constitutional violation regarding nationalization compensation. The court confirmed the legal framework for arbitration decisions. The court ruled that the specific statutory provisions were not unconstitutional. The court relied on prior abstract review decisions to ensure uniformity in its ruling. The court dismissed the constitutional challenge against the arbitration award. The court granted the appeal to reform the lower court's decision. The court found no violation of constitutional principles in the cited laws. The court applied the principle of uniformity of jurisprudence from a previous ruling. The court rejected the argument that arbitration decisions require prior homologation for validity. The court affirmed the constitutionality of the laws governing nationalization compensation. The court ordered the reform of the administrative court's decision based on this ruling.
TC_19950315
Portuguese Constitutional Court upheld arbitration award validity requiring administrative homologation, rejecting constitutional unconstitutionality claims.
TC_19950498
Portuguese Constitutional Court declares administrative homologation of arbitration compensation decisions constitutional despite prior invalidation.

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Full text

Acórdão 545/95

ACÓRDÃO Nº 545/95

Proc. nº 39/93

1ª Secção

Rel. Cons. Monteiro Diniz

Acordam no Tribunal Constitucional:

1 - A. e outros interpuseram perante o Supremo Tribunal Administrativo, recur­so contencioso do despacho do Secretario de Estado do Tesouro, de 9 de Abril de 1991, publicado no Diário da República, II série, de 16 de Maio de 1991, que não homologou a decisão da comissão arbi­tral, constituída nos termos do Decreto-Lei nº 51/86, de 14 de Março, para avaliação dos valores da indemnização devida pela na­cionalização da sociedade por quotas "B.".

Aquele Tribunal, por acórdão de 29 de Outubro de 1992, concedeu provimento ao recurso e declarou nulo o acto impugnado, recusando para tanto, com fundamento em inconsti­tucionalidade, por violação dos artigos 114º, nº 1, 205º, nº 1 e 208º, nº 2, da Constituição, a aplicação dos artigos 16º, nº 6, da Lei nº 80/77, de 20 de Outubro, na redacção do Decreto-Lei nº 343/80, de 2 de Setembro, e 24º do Decreto-Lei nº 51/86, de 14 de Março.

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2 - Deste acórdão foi interposto recurso de constitucio­nalidade pelo Secretário de Estado do Tesouro que, nas alegações oferecidas, concluiu assim:

"a) A fixação do valor da indemnização a propor ao parti­cular faz parte da função administrativa do Estado que assim realiza um fim público fundamental, que consiste em garantir ao cidadão a imediata atribuição de um sucedâneo quando alvo de expropriação, determinada pelo interesse público;

b) Os particulares podem não aceitar a indemnização fixa­da administrativamente e, só então, têm o direito de recorrer à via judicial;

c) O nº 6 do artigo 16º da Lei nº 80/77, de 26 de Outu­bro, com a redacção que lhe foi dada pelo Dec.-Lei nº 343/80, de 2 de Setembro, e o artigo 24º do Dec.-Lei nº 51/86, de 14 de Março, não estão feridos de inconstitucionalidade."

Contrariamente, os recorridos vieram aos autos sufragar o entendimento perfilhado no acórdão, sustentando a inconstitucio­nalidade das normas ali desaplicadas.

Os autos seguiram os vistos de lei ficando depois a aguardar que sobre a matéria objecto do presente recurso fosse emitida pronúncia pelo plenário do Tribunal.

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3 - Com efeito, se bem que no processo de fiscalização abstracta sucessiva de constitucionalidade nº 417/91, haja sido tirado o Acórdão nº 452/95, de 6 de Julho, ainda inédito, no qual não se chegou a tratar da questão da inconstitucionalidade das nor­mas objecto do presente recurso, o Tribunal Constitucional, em con­formidade com o disposto no artigo 79º-A, nº 1, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, aditado pela Lei nº 85/89, de 7 de Setembro, proferiu o Acórdão nº 226/95, Diário da República, II série, de 27 de Julho de 1995, no qual não foram julgadas inconstitucionais as nor­mas dos artigos 16º, nº 6, da Lei nº 80/77 (na redacção do Decreto-Lei nº 343/80) e 24º do Decreto-Lei nº 51/86.

E assim sendo, tendo em vista o propósito de uniformiza­ção jurisprudencial que ditou aquele acórdão, importa agora, reme­tendo para a sua fundamentação, proceder em conformidade com a solução ali encontrada.

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4 - Nestes termos, decide-se:

a) Não julgar inconstitucionais as normas constantes dos arti­gos 16º, nº 6, da Lei nº 80/77, de 26 de Outubro, na redacção do Decreto-Lei nº 343/80, de 2 de Setembro, e do artigo 24º do Decreto-Lei nº 51/86, de 14 de Março;

b) Conceder, consequentemente, provimento ao recurso e ordenar a reforma da decisão impugnada, em harmonia com a presente decisão sobre a questão de constitucionalidade.

Lisboa, 17 de Outubro de 1995

Antero Alves Monteiro Dinis

Maria Fernanda Palma

Maria da Assunção Esteves

Alberto Tavares da Costa

Vítor Nunes de Almeida

Armindo Ribeiro Mendes

José Manuel Cardoso da Costa