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211/95 AI generated

Portuguese Constitutional Court declares judicial decree unconstitutional for violating judicial independence principles.

Case Number 211/95
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Allowed / Granted

Legislator summary

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The Portuguese Constitutional Court granted the public prosecutor's appeal against a lower court ruling that declared a judicial decree unconstitutional. The lower court had invalidated the decree because it granted the judicial secretary powers to direct the enforcement process, which the prosecutor argued violated the Constitution. The Constitutional Court upheld the unconstitutionality, reasoning that the powers conferred on the judicial secretary are not inherent to the judicial function and thus infringe upon the separation of powers.

Legislator headnote

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Art. 205º da CRP; Art. 207º da CRP: Powers granted to the judicial secretary to direct enforcement proceedings are not inherent to the judicial function and violate the constitutional principle of judicial independence.

Keywords

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judicial independence separation of powers judicial secretary powers enforcement process constitutional review Portuguese Constitution material unconstitutionality

Cited Legislation

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Art. 205º da CRP
Portuguesa" ("É, pois, mani­festa a inconstitucionalidade material do DL nº 404/93 de 10 de Dezembro, na parte em que confere poderes ao secre­tário judi­cial para dirigir o processo de injunção, por viola­ção ao dis­posto no art. 205º da CRP" - é o que se lê no despa­cho recorrido).
Art. 207º da CRP
Lei 28/82
207º da CRP, declarando-se nulo todo o processado - arts 201º, nº 1 e 205º, nº 2 do CPC", recurso que é obrigatório, "nos termos dos artºs 70º nº 1-a), 72º nº 3 e 76º, nº 1 da Lei 28/82, de 15-11 e 280º nº 1 a) e nº 3 da Constituição da Rep.
Decreto-Lei nº 404/93
art. 207º da CRP
art. 205º da CRP
Portuguesa" ("É, pois, mani­festa a inconstitucionalidade material do DL nº 404/93 de 10 de Dezembro, na parte em que confere poderes ao secre­tário judi­cial para dirigir o processo de injunção, por viola­ção ao dis­posto no art. 205º da CRP" - é o que se lê no despa­cho recorrido).

Cited Case Law

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Acórdão nº 397/95
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Full text

Acórdão 491/95

ACÓRDÃO Nº 491/95

Processo nº 211/95

2ª Secção

Relator: Cons. Guilherme da Fonseca

Acordam, em conferência, na 2ª Secção do

Tribunal Constitucional:

Nos presentes autos, vindos do Tribunal Judicial da comarca de Vila Franca de Xira, em que figuram como recor­rente o Ministério Público e recor­rido A., tendo em conta a EXPOSIÇÃO do Relator de fls. 19 e 20, a qual mereceu a "inteira concordância" do Ministério Público recor­rente, pelos fundamentos do acórdão deste Tribunal Constitucio­nal nº 397/95, decide-se conceder provimento ao recurso, assim se determinando a revogação do despacho sindicado, a fim de o mesmo ser reformado em consonância com o presente juízo sobre a questão de constitucionalidade.

Lisboa, 27.9.95

Guilherme da Fonseca

Bravo Serra

Messias Bento

Fernando Alves Correia

Luís Nunes de Almeida

Processo nº 211/95

2ª Secção

Relator: Cons. Guilherme da Fonseca

EXPOSIÇÃO

1. O Ministério Público veio interpor recurso para este Tribunal Constitucional do despacho do Mmº Juiz do Tribu­nal Judicial da comarca de Vila Franca de Xira, de 10 de Março de 1995, que declarou "materialmente inconstitucional o referi­do diploma legal (o Decreto-Lei nº 404/93, de 10 de Dezembro), não se aplicando o mesmo por força do art. 207º da CRP, declarando-se nulo todo o processado - arts 201º, nº 1 e 205º, nº 2 do CPC", recurso que é obrigatório, "nos termos dos artºs 70º nº 1-a), 72º nº 3 e 76º, nº 1 da Lei 28/82, de 15-11 e 280º nº 1 a) e nº 3 da Constituição da Rep. Portuguesa" ("É, pois, mani­festa a inconstitucionalidade material do DL nº 404/93 de 10 de Dezembro, na parte em que confere poderes ao secre­tário judi­cial para dirigir o processo de injunção, por viola­ção ao dis­posto no art. 205º da CRP" - é o que se lê no despa­cho recorrido).

2. Acontece que este Tribunal Constitucional, no Acórdão nº 397/95 - entre muitos outros, no mesmo sentido -, já decidiu, contrariamente ao que sustenta o Mmº Juiz a quo, que "os poderes conferidos ao secretário judicial pelos artigos 4º e 6º, nº 2 (na parte aqui sub iudicio, para 'dirigir o processo de injunção' não são poderes próprios da função jurisdicional, pois nenhum conflito aí se resolve" (cfr. a fotocópia que foi junta aos autos).

Aderindo a tal entendimento, que é já jurisprudên­cia constante deste Tribunal Constitucional, e remetendo para os fundamentos do citado acórdão, há apenas que, por ser sim­ples a questão, apontar para o provimento do presente recurso de constitucionalidade, com a consequência de ser revogado o despacho recorrido.

3. Ouçam-se as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 78º-A, da citada Lei nº 28/82, aditado pelo artigo 2º, da Lei nº 85/89, de 7 de Setem­bro.

Guilherme da Fonseca