Portuguese Constitutional Court declares tax code clause on prior lien immunity unconstitutional due to creditor rights violation.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court declared Article 300(1) of the Tax Procedure Code unconstitutional for violating the creditor's right to satisfaction and the principle of proportionality. The Ministry of Public Prosecution challenged the clause that grants total immunity from seizure for assets previously encumbered by tax authorities. The court ruled the provision unconstitutional because it disproportionately restricts private creditors' access to their due credits.
Legislator headnote
AI generatedArt. 62(1) CR; Art. 18(2) CR; Art. 300(1) CPC: The total immunity from seizure of assets previously encumbered by tax authorities violates the creditor's right to satisfaction and the principle of proportionality.
Keywords
AI generatedCited Legislation
AI generatedRelated Decisions
AI generatedFull text
Acórdão 435/95
ACÓRDÃO Nº 435/95
Processo nº 55/95
1ª Secção
Relator: Conselheiro Vítor Nunes de Almeida
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nos autos à margem identificados, provenientes do Tribunal Judicial de Vila Viçosa, em que é recorrente o MINISTÉRIO PÚBLICO, pelos fundamentos do acórdão n° 494/94 (Diário da República, II série, de 17 de Dezembro de 1994), que aqui se dão por reproduzidos, -
- decide-se:
a) julgar inconstitucional - por violação da garantia do direito do credor à satisfação do seu crédito (que se extrai do nº l do artigo 62º. da Constituição da República), conjugada com o principio da proporcionalidade (que se extrai, entre outros, do artigo 18º, n° 2, da Constituição) - a norma do artigo 300º nº l, do Código de Processo Tributário, na parte em que estabelece o regime de impenhorabilidade total dos bens anteriormente penhorados pelas repartições de finanças em execuções fiscais;
b) em consequência, negar provimento ao recurso e confirmar o despacho recorrido quanto ao julgamento da questão de constitucionalidade.
Lisboa, 6 de Julho de 1995
Vítor Nunes de Almeida
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Monteiro Diniz
Maria Assunção Esteves (Vencida)
Alberto Tavares da Costa (Vencido)
Maria Fernanda Palma
José Manuel Cardoso da Costa ( com declaração idêntica à do Acórdão nº 494/94)