Portuguese Constitutional Court upheld constitutionality of breathalyzer test by police officers.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court of Portugal dismissed a challenge to the constitutionality of Article 6 of the Road Traffic Law. The petitioner argued that breath tests conducted by police officers violated constitutional rights, while the state contended the procedure was lawful. The court ruled that allowing police to perform breath tests using adequate equipment does not violate the constitution.
Legislator headnote
AI generatedArt. 6º, nº 1, do Decreto-Lei nº 124/90; The provision permitting breathalyzer tests by police officers using adequate material is constitutional and does not infringe fundamental rights.
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Acórdão 423/95
ACÓRDÃO Nº 423/95
Processo nº 177/94
2ª Secção
Relator: Conselheiro Luís Nunes de Almeida
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nos presentes autos vindos do Tribunal de Relação de Lisboa, em que é recorrente A., sendo recorrido o Ministério Público, foi confirmada, por acórdão de 8 de Março de 1994, a sentença do Tribunal Judicial de filmada que havia condenado o recorrente como autor material de um crime de condução sob o efeito do álcool, previsto e punível pelos artigos 2º, nº 1 e 4º, nºs 1 e 2, alínea a), do Decreto-Lei nº 124/90, de 14 de Abril.
O recurso foi interposto com vista à apreciação da inconstitucional idade do artigo 6º daquele Decreto-Lei nº 124/90, e dos artigos 385º, nºs l e 2, e 391º, do Código de Processo Penal. Todavia, apenas cabe apreciar a inconstitucionalidade da norma do artigo 6°, nº l, do Decreto-Lei nº. 124/90. Com efeito, nas alegações apresentadas no Tribunal Constitucional, o recorrente abandonou a questão da inconstitucionalidade dos artigos 385º., nºs l e 2, e 391°, do C. P. P. , apenas tendo pedido que o Tribunal se pronuncie sobre o artigo 6º do Decreto-Lei n°. 124/90; e, relativamente a este último artigo, somente cabe apreciar a norma do nº l, já que as restantes não foram aplicadas na decisão recorrida.
Assim, e pelos fundamentos expostos no Acórdão nº 313/95, cuja cópia se encontra junta aos autos,
Decide-se:
a) Não julgar inconstitucional a norma do artigo 6º, nº1, do Decreto-Lei nº 124/90, enquanto permite que o exame da pesquisa de álcool no ar expirado seja realizado pelo agente da autoridade, mediante a utilização de material adequado.
b) E, consequentemente, negar provimento ao recurso.
Lisboa, 5 de Julho de 1995
Luís Nunes de Almeida
Guilherme da Fonseca
Alberto Tavares da Costa
Messias Bento
Fernando Alves Correia
José de Sousa e Brito
José Manuel Cardoso da Costa