Portuguese Constitutional Court declares expropriation compensation clause unconstitutional for lacking direct legal servitude indemnification.
Legislator summary
AI generatedThe Tribunal Constitucional declared Article 3(2) of the Expropriation Code unconstitutional because it failed to mandate compensation for direct legal servitudes. The Ministry of Public Prosecution and a landowner argued that the current rule prevented fair indemnification when a building's remaining portion lost value due to a new legal servitude. The court ruled that such compensation is required whenever the servitude results in a total loss of building aptitude for the remaining part of the property.
Legislator headnote
AI generatedArt. 24.º da CRP; Art. 13.º do Código das Expropriações: The Constitution requires compensation for direct legal servitudes that diminish the value of the remaining property, even if the servitude arises from a subsequent expropriation process.
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Acórdão 192/95
ACÓRDÃO Nº 192/95
Procº nº 265/94
2ª Secção
Rel.: Consº Luís Nunes de Almeida
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nos presentes autos, em que são recorrentes o Ministério Público e A ..., mulher e outros e recorrida a Junta Autónoma das Estradas, pelas razões dos Acórdãos nº 262/93 e nº 329/94 (publicados no Diário da República, II Série, de 21 de Julho de 1993 e de 30 de Agosto de 1994, respectivamente), decide-se:
a) Julgar inconstitucional a norma do artigo 3º, nº 2, do Código das Expropriações, aprovado pelo Decreto-Lei nº 845/76, de 11 de Dezembro, enquanto não permite que haja indemnização pelas servidões derivadas directamente da lei, desde que essa servidão resulte para a totalidade da parte sobrante de um prédio na sequência de um processo expropriativo incidente sobre parte de tal prédio e quando este, antecedentemente àquele processo, tivesse já aptidão edificativa;
b) Consequentemente, conceder provimento aos
recursos.
Lisboa, 5 de Abril de 1995
Luis Nunes de Almeida
Guilherme da Fonseca
Bravo Serra
Fernando Alves Correia
Messias Bento
José de Sousa e Brito
José Manuel Cardoso da Costa (Vencido, conforme posição assumida em acórdãos anteriores sobre a mesma questão)