Portuguese Constitutional Court dismisses Public Prosecutor's appeal confirming mandatory application of prior unconstitutionality declaration.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court of Portugal denied the Public Prosecutor's appeal, confirming the lower court's decision to apply a previous unconstitutionality ruling. The case involved a dispute where the Public Prosecutor sought to overturn the mandatory application of Articles 2 and 5 of a specific decree-law. The court ruled that the prior declaration of unconstitutionality, published in March 1994, remains binding and must be applied to the current facts.
Legislator headnote
AI generatedDecreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro; Acórdão nº 150/94: The declaration of unconstitutionality with general binding force established in a prior ruling must be applied by all courts and authorities.
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Acórdão 422/94
ACÓRDÃO Nº 422/94
Proc. nº 681/93
2ª Secção
Rel.: Consº Sousa e Brito
Exposição prévia ao abrigo do disposto no nº 1 do artigo 78º-A
da Lei do Tribunal Constitucional
No presente processo, em que é recorrente o Ministério Público e recorrida A., deve negar-se provimento ao recurso e confirmar-se a decisão recorrida, que recusou aplicar os artigos 2º e 5º, nº 2, do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, em cumprimento da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do Acórdão nº 150/94, publicado no D.R., I Série-A, de 30 de Março de 1994.
Ouça-se cada uma das partes por cinco dias.
Proc. nº 681/93
2ª Secção
Rel.: Consº Sousa e Brito
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
No presente processo, em que é recorrente o Ministério Público e recorrida A., fazendo aplicação ao caso da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do Acórdão nº 150/94, publicado no D.R., I Série-A, de 30 de Março de 1994, decide-se negar provimento ao recurso.
Lisboa,18 de Maio de 1994
José Sousa e Brito
Bravo Serra
Fernando Alves Correia
Luís Nunes de Almeida
Guilherme da Fonseca
Messias Bento
José Manuel Cardoso da Costa