Portuguese Constitutional Court dismisses appeal upholding unconstitutional fines as more favorable laws do not apply retroactively.
Legislator summary
AI generatedThe Portuguese Constitutional Court rejected the Public Prosecutor's appeal regarding the constitutionality of specific administrative penalty regulations. The court reaffirmed that these decrees, which classify certain infractions as minor offenses, violate the Constitution by preventing the application of newer, more favorable laws to past violations. Consequently, the court denied the appeal to maintain the existing declaration of unconstitutionality with general binding force.
Legislator headnote
AI generatedArt. 29º, nº 4 da Constituição; Art. 2º e 5º, nº 2 do Decreto-Lei nº 20-A/90: Laws establishing administrative penalties are unconstitutional if they preclude the application of subsequent, more favorable legislation to prior infractions.
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Acórdão 421/94
ACÓRDÃO Nº 421/94
Proc. nº 569/93
2ª Secção
Rel.: Consº Sousa e Brito
Exposição a que se refere o artigo 78º-A da Lei do Tribunal Constitucional
1. A questão que é suscitada no presente recurso, em que é recorrente o MINISTÉRIO PÚBLICO e recorrido A., é a de saber se os artigos 2º e 5º, nº 2 do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, interpretados no sentido de impedirem a aplicação da nova lei, ainda que mais favorável, às infracções que o Regime Jurídico aprovado por esse diploma desgraduou em contra-ordenações, são inconstitucionais por violarem o nº 4 do artigo 29º da Constituição.
2. Tal questão foi já objecto de apreciação neste Tribunal, o qual, pelo Acórdão nº 227/92, D.R., II Série, de 12 de Setembro de 1992, julgou inconstitucionais as normas dos artigos 2º e 5º, nº 2 do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, por violação do artigo 29º, nº 4 da Constituição (cfr. os mais recentes Acórdãos nºs 597/93 e 598/93, de 23 de Outubro, inéditos).
3. Entende-se que é de reafirmar, no caso sub iudicio, a orientação assumida no citado acórdão, dando-se como reproduzidos os respectivos fundamentos. Deve, por conseguinte, negar-se provimento ao recurso e confirmar-se a decisão recorrida relativamente à questão de inconstitucionalidade.
4. Ouçam-se as partes, por 5 dias, para responder, querendo.
Proc. nº 569/93
2ª Secção
Rel.: Consº Sousa e Brito
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
No presente processo, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., fazendo aplicação ao caso da declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, constante do Acórdão nº 150/94, publicado no D.R., I Série-A, de 30 de Março de 1994, decide-se negar provimento ao recurso.
Lisboa,18 de Maio de 1994
José Sousa e Brito
Bravo Serra
Fernando Alves Correia
Luís Nunes de Almeida
Guilherme da Fonseca
Messias Bento
José Manuel Cardoso da Costa