Portuguese Constitutional Court declares administrative penalty laws unconstitutional for violating the principle of favorability. The court ruled that new laws must apply even if they downgrade offenses to minor violations. This decision upholds the constitutional right to the most favorable legal interpretation. The court confirmed the lower court's finding of unconstitutionality.
Legislator summary
AI generatedThe Portuguese Constitutional Court declared specific administrative penalty laws unconstitutional for violating the principle of favorability. The Ministry of Public Prosecution challenged the interpretation of these laws, arguing they should not apply new regulations that downgrade offenses to minor violations. The court ruled that the Constitution requires the most favorable law to apply, rendering the restrictive interpretation invalid.
Legislator headnote
AI generatedArt. 29º, nº 4 da Constituição; Art. 2º e 5º do Decreto-Lei nº 20-A/90: The Constitution mandates that the most favorable law must apply to offenses, prohibiting interpretations that downgrade criminal or administrative penalties to minor violations.
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Acórdão 113/94
ACÓRDÃO Nº 113/94
Processo n° 576/93
1ª Secção
Relator: Conselheiro Tavares da Costa
Acordam na lã Secção do Tribunal Constitucional
Nos presentes autos de recurso, vindos do Supremo Tribunal Administrativo, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., pelos fundamentos do acórdão nº 227/92, publicado no Diário da República, II Série, de 12 de Setembro de 1992, que aqui se dão por reproduzidos, decide-se:
a) Julgar inconstitucionais, por violação do nº 4 do artigo 29º da Constituição, as normas constantes dos artigos 2º e 5º, nº 2 do Decreto-Lei nº 20-A/9O, de 15 de Janeiro, enquanto interpretadas no sentido de impedir a aplicação da nova lei, ainda que mais favorável, às infracções que o Regime Jurídico, aprovado por este diploma, desgraduou em contra-ordenações;
b) Confirmar a decisão recorrida relativamente ao julgamento da questão de inconstitucionalidade.
Lisboa, 20 de Janeiro de 1994
Alberto Tavares da Costa
Armindo Ribeiro Mendes
António Vitorino
Vítor Nunes de Almeida
Antero Monteiro Diniz
Maria Assunção Esteves
José Manuel Cardoso da Costa