Portuguese Constitutional Court declares administrative penalty laws unconstitutional for violating the principle of favorability.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court declared Articles 2 and 5(2) of Decree-Law 20-A/90 unconstitutional for violating Article 29(4) of the Constitution. The Ministry of Public Prosecution argued these provisions prevented the application of more favorable new laws to infractions reclassified as administrative offenses. The Court ruled that such laws must yield to newer, more lenient legislation to comply with the constitutional principle of favorability.
Legislator headnote
AI generatedArt. 29(4) of the Constitution; Art. 2 and 5(2) of Decree-Law 20-A/90: Administrative penalty regulations are unconstitutional when they preclude the application of newer, more favorable laws to infractions reclassified as administrative offenses, violating the principle of favorability.
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Acórdão 60/94
ACÓRDÃO Nº 60/94
Processo nº 677/93
2ª Secção
Relator: Cons. Guilherme da Fonseca
Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nestes autos, em que é recorrente o MINISTÉRIO PÚBLICO e recorrido A. - pelos fundamentos do Acórdão nº 227/92, publicado no Diário da República, II Série, de 12 de Setembro de 1992 (cfr. o Acórdão inédito da 1ª Secção nº 633/93, de 3.11.93), para os quais aqui se remete, decide-se:
a). julgar inconstitucionais - por violação do artigo 29º, nº 4, da Constituição - os artigos 2º e 5º, nº 2, do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, interpretados no sentido de visarem impedir a aplicação da nova lei, ainda que mais favorável, às infracções que o Regime Jurídico, aprovado pelo citado decreto-lei, desgraduou em contra-ordenações;
b). em consequência, negar provimento ao recurso e confirmar o acórdão recorrido quanto ao julgamento da questão de constitucionalidade.
Lisboa, 19 de Janeiro de 1994
Guilherme da Fonseca
Messias Bento
José de Sousa e Brito
Fernando Alves Correia
Bravo Serra (vencido de harmonia com a declaração de voto que apus no Acórdão nº 227/92)
José Manuel Cardoso da Costa