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TC_19940040 AI generated

Constitutional Court declares Labor Code article unconstitutional and dismisses execution request against debtor.

Case Number TC_19940040
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court declared Article 26 of the Labor Code unconstitutional due to lack of legislative authorization. Consequently, the Court dismissed the execution request filed by the creditor against the debtor and his wife. The procedural outcome was a denial of the appeal because the underlying legal basis for the enforcement action was void.

Legislator headnote

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Art. 168(1)(q) CR; Art. 26(1) CPL: The Court established that executive decrees amending procedural codes without legislative authorization violate the legislative reserve, rendering such provisions inapplicable and any actions based on them void.

Keywords

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legislative reserve executive decree Labor Code procedural code constitutional invalidity enforcement action legislative authorization

Cited Legislation

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Art. 168(1)(q) CR
Art. 26(1) CPL
Decreto-Lei nº 315/89
Decreto-Lei nº 214/88
artigo 168º da Constituição

Cited Case Law

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Acórdão nº 139/92
Acórdão nº 805/93
Foi, entretanto, tirado por este Tribunal o Acórdão nº 805/93 (Diário da República, I série-A, de 4 de Janeiro de 1994), cuja decisão é do teor seguinte:
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Full text

Acórdão 40/94

ACÓRDÃO Nº 40/94

PROCESSO Nº 733/92

Acordam na 2ª Secção do Tribunal Constitucional:

I. Relatório:

Foi, então, expedida, carta precatória pelo Juiz de Direito do Tribunal de Trabalho de Leiria, dirigida ao Juiz de Direito do Tribunal Judicial de Alcobaça, a fim de se proceder "à penhora em bens do executado": e a fim também de se proceder à notificação dos mesmos, "nos termos do disposto no artigo 94º do Código de Processo do Trabalho".

2. Recebida a deprecada, o Juiz de Direito do Tribunal Judicial de Alcobaça, por despacho de 9 de Novembro de 1992, invocando o facto de o artigo 26º, nº 1, do Código de Processo do Trabalho (na redacção do artigo 1º do Decreto-Lei nº 315/89, de 24 de Setembro) haver sido julgado inconstitucional pelo Acórdão nº 139/92, deste Tribunal (publicado no Diário da República, II série, de 21 de Agosto de 1992), julgou-se "incompetente em razão da matéria para a prática dos actos deprecados", para o que é competente, segundo disse, o próprio tribunal deprecante, por força do que se dispõe na redacção inicial daquele artigo 26º, conjugado com o Decreto-Lei nº 214/88, de 17 de Junho.

3. É deste despacho, de 9 de Novembro de 1992, do Juiz de Direito do Tribunal Judicial de Alcobaça, que vem o presente recurso, interposto pelo Ministério Público, ao abrigo da alínea a) do nº 1 do artigo 70º da Lei do Tribunal Constitucional.

Neste, Tribunal, o Procurador-Geral Adjunto, apresentou alegações, que concluiu como segue:

1º - A norma constante do nº 1 do artigo 26º do Código de Processo do Trabalho, na redacção do Decreto-Lei nº 315/89, de 21 de Setembro, é organicamente inconstitucional por incidir sobre matéria contida na reserva relativa de competência legislativa da Assembleia da República e ter sido editada pelo Governo sem a necessária autorização legislativa (artigo 168º, nº 1, alínea q), da Constituição da República).

2º - Termos em que deve ser confirmada, na parte impugnada, a decisão recorrida.

4. Dispensados os vistos, cumpre decidir.

II. Fundamentos:

5. Foi, entretanto, tirado por este Tribunal o Acórdão nº 805/93 (Diário da República, I série-A, de 4 de Janeiro de 1994), cuja decisão é do teor seguinte:

Pelos fundamentos expostos, decide o Tribunal Constitucional declarar a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, do artigo 1º do Decreto-Lei nº 315/89, de 21 de Setembro, na parte em que dá nova redacção ao artigo 26º do Código de Processo do Trabalho, por violação do disposto na alínea q), do nº 1 do artigo 168º da Constituição.

Nada mais resta, pois, do que fazer aplicação desta declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, no presente caso.

III. Decisão:

Nestes termos, fazendo aplicação da mencionada declaração de inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, decide-se negar provimento ao recurso.

Lisboa, 19 de Janeiro de 1994

Messias Bento

José de Sousa e Brito

Bravo Serra

Fernando Alves Correia

Guilherme da Fonseca

José Manuel Cardoso da Costa