Constitutional Court declares administrative penalty laws unconstitutional for violating due process rights.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court declared Articles 2 and 5, Section 2 of Decree-Law 20-A/90 unconstitutional for violating Article 29, Section 4 of the Constitution. The Ministry of Public Prosecution challenged the lower court's judgment, arguing the laws improperly prevented the application of more favorable new legislation to infractions reclassified as administrative penalties. The court ruled that the existing laws failed to guarantee the procedural safeguards required by the Constitution, thereby invalidating their interpretation.
Legislator headnote
AI generatedArt. 29, n.º 4 da Constituição; Art. 2º e 5º, n.º 2 do Decreto-Lei nº 20-A/90: Laws that fail to provide adequate procedural guarantees for administrative penalties are unconstitutional and cannot be applied to deprive individuals of constitutional rights.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 755/93
Processo nº 261/93
2.ª Secção
Relator: Conselheiro Guilherme da Fonseca
Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nestes autos, em que é recorrente o MINISTÉRIO PÚBLICO e recorrido A. -
- pelos fundamentos do acórdão nº 227/92, publicado no Diário da República, II Série, de 12 de Setembro de 1992 (cfr. o acórdão inédito da 1ª Secção nº 633/93, de 3.11.93), para os quais aqui se remete,
- decide-se:
a) Julgar inconstitucionais - por violação do artigo 29º, nº 4, da Constituição - os artigos 2º e 5º, nº 2, do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, interpretados no sentido de visarem impedir a aplicação da nova lei, ainda que mais favorável, às infracções que o Regime Jurídico aprovado pelo citado decreto-lei, desgraduou em contra-ordenações;
b) em consequência, negar provimento ao recurso e confirmar o acórdão recorrido quanto ao julgamento da questão de constitucionalidade.
Lisboa, 25 de Novembro de 1993
Guilherme da Fonseca
José de Sousa e Brito
Luís Nunes de Almeida
Bravo Serra (vencido, de harmonia com a declaração de voto que apus ao Acórdão n.º 227/92)
José Manuel Cardoso da Costa