Portuguese Constitutional Court declares fiscal non-duty violation laws unconstitutional for violating due process rights.
Legislator summary
AI generatedThe Portuguese Constitutional Court declared Articles 2 and 5(2) of the Fiscal Non-Duty Violations Law unconstitutional due to a violation of the principle of due process. The Ministry of Public Prosecution challenged the law's provisions that reclassified certain fiscal infractions as minor administrative offenses, arguing they undermined legal certainty. The Court ruled that the legislative intent to treat these acts as minor offenses, even when more severe penalties applied under other laws, violated constitutional guarantees, thereby invalidating the specific norms.
Legislator headnote
AI generatedArt. 29º, nº 4 da Constituição; Art. 2º e 5º, nº 2 do Decreto-Lei nº 20-A/90: The Court established that legislative provisions reclassifying fiscal infractions as minor administrative offenses, thereby preventing the application of more favorable laws, violate the constitutional principle of due process and legal certainty.
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ACÓRDÃO N
ACÓRDÃO N.º 672/93
Processo n.º 372/93
2.ª Secção
Relator: Conselheiro Alves Correia
(Conselheiro Bravo Serra)
Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional:
Nos presentes autos, vindos do Supremo Tribunal Administrativo, em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., Ld.ª, tendo por objecto a questão de constitucionalidade das normas dos artigos 2º e 5º, nº 2, do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, que aprovou o novo Regime Jurídico das Infracções Fiscais Não Aduaneiras, pelos fundamentos do Acórdão deste Tribunal nº 227/92, publicado no Diário da República, II Série, nº 211, de 12 de Setembro de 1992, decide-se:
a) Julgar inconstitucionais, por violação do artigo 29º, nº 4, da Constituição, as normas dos artigos 2º e 5º, nº 2 do Decreto-Lei nº 20-A/90, de 15 de Janeiro, interpretadas no sentido de visarem impedir a aplicação da nova lei, ainda que mais favorável, às infracções que o Regime Jurídico, aprovado pelo citado decreto-lei, desgraduou em contra-ordenações;
b) Em consequência, negar provimento ao recurso e confirmar o acórdão recorrido quanto ao julgamento da questão de inconstitucionalidade.
Lisboa, 4 de Novembro de 1993
Fernando Alves Correia
Messias Bento
José de Sousa e Brito
Luís Nunes de Almeida
Bravo Serra (vencido, nos termos da declaração aposta ao Acórdão n.º 227/92)
José Manuel Cardoso da Costa