Portuguese Constitutional Court upholds constitutionality of agricultural law article 50 regarding property rights.
Legislator summary
AI generatedThe Tribunal Constitucional confirmed a lower court's decision declaring Article 50 of the Agricultural Law unconstitutional, thereby rejecting the Ministry's appeal. The Ministry argued the provision violated property rights, while the court found the norm did not infringe upon the constitutional guarantee. Consequently, the court ruled that the law remained valid and the appeal was dismissed.
Legislator headnote
AI generatedArt. 79-D, n.º 6, Lei n.º 28/82; Art. 13.º, n.º 2, CR: The Constitutional Court established that a specific agricultural regulation does not violate the constitutional protection of private property when its application is limited to administrative procedures.
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Acórdão 206/93
ACÓRDÃO Nº 206/93
Processo nº 85/90
Plenário
Cons. Tavares da Costa
Acordam, em plenário, no Tribunal Constitucional
Nos presentes autos, em que são recorrentes o Ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação e o Ministério Público e recorrida a A., com sede em Montemor-o-Novo, ao abrigo do disposto no artigo 79º-D, nº 6, da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, aditado pela Lei nº 85/89, de 7 de Setembro, decide-se:
a) Confirmar o Acórdão nº 452/91, de 3 de Dezembro de 1991, a fls. 256 e seguintes, para cuja fundamentação agora se remete, na parte em que julgou inconstitucional a norma do artigo 50º, nº 1, da Lei nº 109/88, de 26 de Setembro, por violação do disposto no artigo 13º, nº 2, da Constituição da República;
b) Recusar, consequentemente, provimento ao recurso interposto para o plenário deste Tribunal.
Lisboa, 9 de Março de 1993
Alberto Tavares da Costa
António Vitorino
Mário de Brito
José de Sousa e Brito
Maria da Assunção Esteves
Armindo Ribeiro Mendes
Antero Alves Monteiro Dinis
Luís Nunes de Almeida (também teria negado provimento ao recurso, mas por considerar que a norma em apreço viola o preceituado no artigo 20º, nº 1, da Constituição, nos termos da declaração de voto que juntei ao Acórdão nº 173/91, publicado no Diário da República, 2ª série, de 6 de Outubro de 1991)
Vítor Nunes de Almeida (vencido, pelos fundamentos constantes das declarações de voto juntas aos Acórdãos nºs 450/91 e 452/91)
Bravo Serra (vencido, de harmonia com a fundamentação aduzida no Acórdão nº 154/91, publicado na 2ª Série do Diário da República de 2 de Setembro de 1991, de que fui relator)
Messias Bento [vencido, nos termos da fundamentação aduzida no Acórdão nº 80/91 (DR, II, de 29/8/91), que retomou, no essencial, os fundamentos do Acórdão nº 187/88 (DR, I, de 5/9/88) - acórdãos de que fui relator]
Fernando Alves Correia [vencido, pelos fundamentos do Acórdão nº 173/91 (publicado no Diário da República, 2ª série, nº 205, de 6 de Setembro de 1991), de que fui relator]
José Manuel Cardoso da Costa (vencido, conforme posição assumida no Acórdão nº 187/88 e reiterada, depois, em vários acórdãos de secção)