Portuguese Constitutional Court upholds tax code provisions regarding jurisdiction over fiscal executions in Lisbon and Porto.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court granted the public treasury's appeal against a lower court's declaration of incompetence regarding fiscal execution jurisdiction. The lower court had declared the relevant tax procedural code unconstitutional, arguing it improperly assigned jurisdiction to specific courts in Lisbon and Porto. The Court ruled that this issue was already definitively settled in a prior decision, thereby validating the original jurisdictional assignments.
Legislator headnote
AI generatedArt. 280(1)(a) Const.; Art. 70(1)(a) Law 28/82: When a constitutional question has already been decided by the Constitutional Court in a prior ruling, the same legal interpretation must be applied in subsequent proceedings, precluding a new declaration of unconstitutionality.
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Acórdão 184/93
ACÓRDÃO Nº 184/93
Processo nº. 76/93
2ª Secção
Relator: Cons. Mário de Brito
Daí o presente recurso para o Tribunal Constitucional, interposto ao abrigo dos artigos 280º., nº. 1, alínea a), da Constituição e 70º., nº. 1, alínea a), da Lei nº. 28/82, de 15 de Novembro.
Recebido o processo neste Tribunal fez o relator a seguinte exposição:
A questão que se discute neste processo, como em tantos outros que subiram a este Tribunal - a da inconstitucionalidade dos nºs. 1 e 2 do artigo 9º. do Decreto-Lei nº. 154/91, de 23 de Abril, que aprovou o Código de Processo Tributário -, foi decidida no Acórdão nº. 331/92, de 21 de Outubro, proferido no processo nº. 503/91 e já publicado no Diário da República (II série, de 14 do corrente), no sentido da não inconstitucionalidade de tais normas.
O julgamento foi feito com intervenção do plenário, ao abrigo do nº. 1 do artigo 79º.-A da Lei nº. 28/82, de 15 de Novembro (aditado pela Lei nº. 85/89, de 7 de Setembro), e, por isso, embora não obrigatória, a respectiva decisão é de seguir no caso dos autos.
Estamos, assim, no domínio de aplicação do nº. 1 do artigo 78º.-A da referida Lei e, nessa conformidade, mando se ouçam as partes por cinco dias.
O Magistrado do Ministério Público manifestou a sua concordância com o teor da exposição.
Pelo exposto, e remetendo-se para a fundamentação do mesmo acórdão, concede-se provimento ao recurso e, consequentemente, determina-se que o tribunal recorrido reforme a decisão em conformidade com o julgamento sobre a questão da inconstitucionalidade.
Lisboa, 2 de Março de 1993
Mário de Brito
Bravo Serra
Fernando Alves Correia
José de Sousa e Brito
Luís Nunes de Almeida
Messias Bento
José Manuel Cardoso da Costa