Portuguese Constitutional Court dismisses appeal as prior ruling already declared the administrative fine limit unconstitutional.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court denied the appeal against a judge's declaration of amnesty for an administrative fine. The lower court had previously found the fine limit in the Urban Buildings Regulation unconstitutional because it exceeded the maximum allowed by the Penal Code. The Court ruled that since a prior decision by the same Tribunal had already declared the specific norm unconstitutional with general binding force, no further action was required.
Legislator headnote
AI generatedArt. 223.º da CRP; Art. 224.º da CRP: When a prior decision by the Constitutional Tribunal declares a norm unconstitutional with general binding force, subsequent appeals regarding that norm are dismissed as the declaration already resolves the constitutional issue.
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Acórdão 139/93
ACÓRDÃO Nº 139/93
Proc. nº 17/92
2ª Secção
Rel.: Consº Luís Nunes de Almeida
Acordam na 2ª secção do Tribunal Constitucional:
O Mmº Juiz da Comarca de Viana do Castelo declarou amnistiada uma contra-ordenação que teria sido praticada por A., por entender que o artigo 162º do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, na redacção que lhe foi dada pelo artigo 1º do Decreto-Lei nº 463/85, de 4 de Novembro, era organicamente inconstitucional na parte em que estabelecia, para as coimas nele previstas aplicáveis a pessoas singulares, um limite máximo superior ao previsto no artigo 17º, nº 1, do Decreto-Lei nº 433/82, de 17 de Outubro.
Deste despacho foi interposto pelo Mº Pº recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional.
Entretanto, porém, foi publicado no Diário da República, I Série, de 14 de Novembro de 1992, o Acórdão nº 329/92, deste Tribunal, que declara, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma em causa, na parte em que lhe foi recusada aplicação pelo tribunal a quo.
Nada mais resta, pois, que aplicar, no caso dos autos, tal declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral.
Consequentemente, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 27 de Janeiro de 1993
Mário de Brito
Bravo Serra
Fernando Alves Correia
José de Sousa e Brito
Messias Bento
José Manuel Cardoso da Costa