Constitutional court dismisses appeal when prior ruling already declared the challenged administrative fine limit unconstitutional.
Legislator summary
AI generatedThe Tribunal Constitucional denied the appeal against a judge's declaration of amnesty for a contravention. The judge had previously ruled that a specific limit on administrative fines was organically unconstitutional because it exceeded the maximum allowed by another decree. However, a prior Constitutional Court decision had already declared that same norm unconstitutional with general binding force.
Legislator headnote
AI generatedArt. 241.º da CRP; Art. 242.º da CRP: When a norm is already declared unconstitutional with general binding force by the Constitutional Court, no further judicial review of that norm's constitutionality is permitted, and any prior decision based on its unconstitutionality stands.
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Acórdão 138/93
ACÓRDÃO Nº 138/93
Proc. nº 645/92
2ª Secção
Rel.: Consº Luís Nunes de Almeida
Acordam na 2ª secção do Tribunal Constitucional:
O Mmº Juiz do 2º Juízo da Comarca de Almada declarou amnistiada uma contra-ordenação que teria sido praticada por A., por entender que o artigo 162º do Regulamento Geral das Edificações Urbanas, na redacção que lhe foi dada pelo artigo 1º do Decreto-Lei nº 463/85, de 4 de Novembro, era organicamente inconstitucional na parte em que estabelecia, para as coimas nele previstas aplicáveis a pessoas singulares, um limite máximo superior ao previsto no artigo 17º, nº 1, do Decreto-Lei nº 433/82, de 17 de Outubro.
Deste despacho foi interposto pelo Mº Pº recurso obrigatório para o Tribunal Constitucional.
Entretanto, porém, foi publicado no Diário da República, I Série, de 14 de Novembro de 1992, o Acórdão nº 329/92, deste Tribunal, que declara, com força obrigatória geral, a inconstitucionalidade da norma em causa, na parte em que lhe foi recusada aplicação pelo tribunal a quo.
Nada mais resta, pois, que aplicar, no caso dos autos, tal declaração de inconstitucionalidade com força obrigatória geral.
Consequentemente, nega-se provimento ao recurso.
Lisboa, 27 de Janeiro de 1993
Luís Nunes de Almeida
Mário de Brito
Bravo Serra
Fernando Alves Correia
José de Sousa e Brito
Messias Bento
José Manuel Cardoso da Costa