Portuguese Constitutional Court dismisses unconstitutionality challenge against tax contribution law article 9.1 due to prior binding precedent.
Legislator summary
AI generatedThe Portuguese Constitutional Court decided not to declare unconstitutional Article 9, Number 1 of Decree-Law 154/91 regarding tax contributions. The Court relied on its own prior ruling in Case 331/92, which had already established the norm's constitutionality. Consequently, the Court ordered the reform of the challenged decision to align with this existing judicial precedent.
Legislator headnote
AI generatedArt. 78-A(1) of the Constitutional Court Law; When a constitutional question has already been decided by the Court in a binding precedent, the Court must not rule on the same issue again, thereby dismissing new challenges based on the same norm.
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Acórdão 24/93
ACÓRDÃO N.º 24/93
Processo nº 227/92
1ª Secção
Rel. Cons. Tavares da Costa
Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional
Nos presentes autos em que é recorrente o Ministério Público e recorrido A., B. e C., relativamente aos quais se operou a reversão prevista nos artigos 16º e 146º do Código de Processo das Contribuições e Impostos, concordando-se com a exposição prévia oportunamente elaborada e tendo em conta os fundamentos aduzidos no Acórdão deste Tribunal nº 331/92, publicado no Diário da República, II Série, de 14 de Novembro de 1992, decide-se não julgar inconstitucional a norma constante do artigo 9º, nº 1, do Decreto-Lei nº 154/91, de 23 de Abril, por si ou em conjugação com o seu nº 2 e, em consequência, determinar a reforma da decisão impugnada em conformidade com o presente juízo sobre a questão de constitucionalidade.
Lisboa, 14 de Janeiro de 1993
Alberto Tavares da Costa
Vítor Nunes de Almeida
Armindo Ribeiro Mendes
Maria da Assunção Esteves
Antero Alves Monteiro Dinis
António Vitorino
José Manuel Cardoso da Costa
Exposição nos termos do artigo 78º-A, nº 1, da Lei do Tribunal Constitucional:
1. A questão de constitucionalidade, que constitui objecto deste recurso, já foi decidida por este Tribunal, pelo seu Acórdão nº 331/92, publicado no Diário da República, II série, de 14 de Novembro de 1992.
Tal como nesse Acórdão nº 331/92 se concluiu - e pelos fundamentos nele aduzidos -, também agora se conclui que a norma do nº 1 do artigo 9º do Decreto-Lei nº 154/91, de 23 de Abril (por si ou conjugado com o nº 2 do mesmo artigo) não é inconstitucional.
2. Ouçam-se, por isso, as partes, por cinco dias, nos termos e para os efeitos do disposto no nº 1 daquele artigo 78º-A.
Lisboa, 19 de Novembro de 1992.
Alberto Tavares da Costa