Legislator Case Law & Legislation
409/92 AI generated

Constitutional appeal dismissed for failure to specify legal basis and violated norm under Article 75-A of the Constitutional Court Law.

Case Number 409/92
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

AI generated

The Constitutional Court declined to examine the appeal because the filing failed to meet statutory requirements under Article 75-A of the Constitutional Court Law. Although the lower court admitted the appeal, the Court invited the petitioner to specify the exact article of the Constitutional Court Law and the specific norm alleged to be unconstitutional, which the petitioner ignored. Consequently, the Court ruled that without these essential elements, the appeal could not be processed and was formally rejected.

Legislator headnote

AI generated

Art. 75-A LTC; Art. 76.º LTC: The Constitutional Court must reject an appeal if the petition fails to identify the specific article of the Constitutional Court Law under which it is filed and the specific norm alleged to be unconstitutional, as these are mandatory requirements for admissibility.

Keywords

AI generated
Constitutional Court Law appeal admissibility missing statutory elements failure to specify norm procedural dismissal constitutional review petition requirements

Cited Legislation

AI generated
Art. 75-A da Lei do Tribunal Constitucional
Art. 76.º da Lei do Tribunal Constitucional
Art. 70.º da Lei do Tribunal Constitucional
AI generated
1094-A/07
Portuguese Constitutional Court dismisses nullity claim as it lacks statutory grounds and merely disputes final judgment.
1067/13
Constitutional review dismissed for failure to clearly identify constitutional issue prior to appeal.
610/2026
No âmbito dos presentes autos, vindos do Tribunal da Relação do Porto, foi interposto recurso para o Tribunal Constitucional, ao abrigo da alínea b) do n.º 1 do artigo 70.º da Lei de Organização, Funcionamento e Processo do Tribunal Constitucional (LTC — Lei n.º 28/82, de 15 de novembro, na sua redação atual), pela A., S.A..
175/2024
Nos presentes autos, vindos do Tribunal da Relação do Porto (doravante «TRP»), em que é recorrente A.
TC_20020505
Portuguese Constitutional Court dismisses appeal for non-constitutionality due to improper procedural initiation. The court ruled that the appellants failed to raise constitutional questions in a legally adequate manner before the lower court, violating the requirement for procedural adequacy under Article 70 of the Law on Constitutional Jurisdiction. Consequently, the Constitutional Court confirmed the summary decision to disregard the appeal, emphasizing that constitutional challenges must be raised directly before the first instance court to be valid. The court held that the appellants' arguments, which primarily targeted administrative conduct rather than the judicial decision itself, did not meet the threshold for constitutional review. This ruling reinforces the principle that procedural impropriety in raising constitutional issues precludes their examination by the Constitutional Court. The decision underscores the strict procedural requirements for accessing constitutional review mechanisms in Portuguese law.

Need to analyze how this precedent applies to your matter?

Cross-reference this judgment against statutes, commentaries, and subsequent citing case law inside Legislator AI.

Open in Legislator →

Full text

ACÓRDÃO N.º 537/92

Processo n.º 409/92

1ª Secção

Relator: Conselheiro Vítor Nunes de Almeida

Acordam na 1ª Secção do Tribunal Constitucional:

Nos presentes autos de recurso, em que é recorrente A. e recorrido B., pelos motivos constantes da Exposição do Relator de fls. 72 a 75, que aqui se dá por inteiramente reproduzida, decide-se não tomar conhecimento do recurso.

Custas pelo recorrente, fixando-se a taxa de justiça em 5 UCs.

Lisboa, 15 de Dezembro de 1992

Vítor Nunes de Almeida

Alberto Tavares da Costa

Armindo Ribeiro Mendes

Antero Alves Monteiro Diniz

José Manuel Cardoso da Costa

Exposição do relator a que se refere o artigo 78.º-A da Lei do Tribunal Constitucional

1. – A. tendo-se constituído assistente no processo em que é arguido B. e recorrido, para o Tribunal da Relação do Porto, do despacho que indeferiu a pretendida anulação dos actos instrutórios já praticados por não ter neles participado, como era seu direito, veio recorrer de novo, mas agora para o Tribunal Constitucional, do acórdão do Tribunal da Relação do Porto que negou provimento ao recurso interposto do Tribunal de Instrução Criminal.

Ao interpor o recurso de constitucionalidade o recorrente apresentou logo uma extensa "Motivação", que até ao seu ponto 16 mais não é do que a reprodução da "Motivação" apresentada no recurso para a Relação e a partir do seu ponto 17 se reporta ao acórdão recorrido, terminando pela apresentação de umas "Conclusões".

2. - Nos termos do que dispõe o artigo 75.º-A da Lei do Tribunal Constitucional (LTC - Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro, alterada pela Lei n.º 85/82, de 7 de Setembro), "o recurso, para o Tribunal Constitucional interpõe-se por meio de requerimento, no qual se indique a alínea do n.º 1 do artigo 70.º ao abrigo da qual o recurso é interposto e a norma cuja inconstitucionalidade ou ilegalidade se pretende que o Tribunal aprecie". E, de acordo com o n.º 2 do mesmo preceito, se o recurso for interposto "ao abrigo das alíneas b) e f) do n.º 1 do artigo 70.º, do requerimento deve ainda constar a indicação da norma ou princípio constitucional ou legal que se considera violado, bem como da peça processual em que o recorrente suscitou a questão da constitucionalidade ou da ilegalidade", devendo o juiz convidar o requerente - no caso de verificar a falta de algum dos elementos referidos - a completar o requerimento de interposição (n°- 5 do artigo 75.º-A), sendo a cominação para a omissão o indeferimento do requerimento de interposição do recurso.

3. - O presente recurso foi admitido no Tribunal da Relação por despacho de 7 de Abril de 1992, mas, uma vez distribuído o processo neste Tribunal, foi exarado um despacho a convidar o recorrente a indicar os elementos exigidos pelo artigo 75.º-A da LTC, sob a cominação legal, por se entender que o requerimento não obedecia aos requisitos impostos pela referida norma.

Ora, o recorrente, devidamente notificado na pessoa do seu mandatário constituído, nada veio dizer aos autos, não tendo assim cumprido a determinação do Tribunal.

Fica, por isso, o Tribunal sem saber ao abrigo de que alínea do n.º 1 do artigo 70.º da LTC vem o recurso interposto, não se sabendo também qual a norma cuja inconstitucionalidade ou ilegalidade se pretende que o tribunal aprecie, embora constem das "Conclusões" as normas constitucionais que o recorrente considera violadas.

4. - Nos termos do disposto no n°- 3 do artigo 76.º da LTC, " a decisão que admita o recurso ou lhe determine o efeito não vincula o Tribunal Constitucional", pelo que embora admitido o recurso pelo Tribunal da Relação, pode o Tribunal Constitucional decidir por forma diferente.

No caso em apreço, o requerimento de interposição do recurso não satisfaz os requisitos exigidos pelo artigo 75.º-A da LTC e o recorrente, apesar de expressamente convidado para completar tal requerimento com os elementos em falta, não o fez.

Assim, deve o requerimento de interposição ser indeferido, não se admitindo o recurso do acórdão proferido em 11 de Março de 1992 pelo Tribunal da Relação do Porto, interposto por A..

Notifiquem-se as partes para, querendo, responderem no prazo de 5 dias.

Lisboa, 14 de Outubro de 1992

Vítor Nunes de Almeida