Legislator Case Law & Legislation
TC_19920437 AI generated

Portuguese Constitutional Court dismisses challenge to tax execution law, upholding its constitutionality against taxpayer claims.

Case Number TC_19920437
Court / Authority
Jurisdiction Portugal (PT)
Outcome Dismissed

Legislator summary

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The Constitutional Court of Portugal rejected the Public Prosecutor's appeal against a lower court's refusal to apply specific tax execution laws. The court determined that the constitutionality of these laws had already been thoroughly examined and confirmed in a previous unanimous ruling. Consequently, the court decided not to re-evaluate the matter, thereby dismissing the challenge to the statutory provisions.

Legislator headnote

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Art. 78-A(1) of Law No. 28/82; Art. 79-A of Law No. 28/82: When a question of constitutional compatibility has already been adjudicated by the Constitutional Court in a prior decision, a subsequent request for review must be dismissed as a matter of simple decision without re-examination.

Keywords

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constitutional review tax execution repeated challenge prior precedent dismissal of appeal fiscal procedure constitutional compatibility

Cited Legislation

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Art. 78-A(1) of Law No. 28/82
Art. 79-A of Law No. 28/82
Art. 113(2) of the Constitution
Art. 114(1) of the Constitution
Art. 205(1) and (2) of the Constitution
Art. 206 of the Constitution
Art. 214(3) of the Constitution
Art. 217(1) of the Constitution
Art. 218(2) of the Constitution
Art. 168(1)(q) of the Constitution

Cited Case Law

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Acórdão n.º 331/92
Acórdão n.º 353/92

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Full text

Acórdão 437/92

ACÓRDÃO Nº 437/92

Procº nº 210/92.

2ª Secção.

Relator:- Consº Bravo Serra.

Nos presentes autos em que é recorrente o Ministério Público e recorrida A., concordando-se no essencial com a exposição prévia efectuada pelo Relator e tendo em conta os fundamentos aduzidos no Acórdão deste Tribunal nº 331/92, publicado no Diário da República, 2ª Série, de 14 de Novembro de 1992, decide-se não julgar inconstitucional a norma constante do artº 9º, nº 1, do Decreto-Lei nº 154/91, de 23 de Abril, por si ou em conjugação com o seu nº 2 e, em consequência, determinar a reforma da decisão impugnada em conformidade com o presente juízo sobre a questão de constitucionalidade.

Lisboa, 2 de Dezembro de 1992

Bravo Serra

Messias Bento

Mário de Brito

José de Sousa e Brito

Luís Nunes de Almeida

EXPOSIÇÃO PRÉVIA

Procº nº 210/92.

1. Nos presentes autos de execução, foi proferido despacho judicial através do qual o Tribunal Tributário de 1ª Instância de Lisboa foi declarado incompetente em razão da matéria para curar de tais autos.

Para alcançar essa decisão, foi, nesse despacho, recusada, por inconstitucionalidade, a aplicação das normas constantes dos números 1 e 2 do artº 9º do Decreto-Lei nº 154/91, de 3 de Abril, entendendo-se violarem elas os artigos 113º, nº 2, 114º, nº 1, 205º, números 1 e 2, 206º, 214º, nº 3, 217º, nº 1, 218º, nº 2, e 168º, nº 1, alínea q), todos da Constituição.

Da citada recusa de aplicação recorreu para este Tribunal o Ministério Público e a Caixa Geral de Depósitos.

2. O objecto do presente recurso é, assim, o da apreciação da não conformidade constitucional, perspectivada no despacho impugnado, do arti 9º, nº 1, do D.L. nº 154/91, quer considerado por si só, quer em conjugação com o seu nº 2.

Esta questão, contudo, constituiu já matéria apreciada por este Tribunal, ocorrendo essa apreciação por intermédio do Acórdão nº 331/92, já publicado na 2ª Série do Diário da República de 14 de Novembro de 1992, tirado em Plenário ao abrigo do disposto no artº 79º-A da Lei nº 28/82, de 15 de Novembro, e que foi subscrito, sem divergência de opinião, por todos os Juízes que intervieram no julgamento.

3. É certo que, no caso tratado naquele Acórdão e, bem assim, no Acórdão nº 353/92 (ainda inédito), estava em causa a fiscalização concreta de constitucionalidade de normas desaplicadas por uma decisão judicial proferida em autos de execução fiscal em que era exequente a Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, o que levou tais arestos a citarem os Decretos números 16.899, de 27 de Maio de 1929, e 17.951, de 11 de Fevereiro de 1930, na parte não revogada pelo Decreto-Lei nº 48.953, de 5 de Abril de 1969, os Decretos números 20.879, de 13 de Fevereiro de 1932 - artigos 1º, § 2º, 2º e 3º - e 21.315, de 4 de Junho de 1932, e os Decretos-Leis números 22.497, de 5 de Maio de 1933, 23.591, de 23 de Fevereiro de 1934, 24.548, de 16 de Outubro de 1934, 25.898, de 4 de Outubro de 1935, 33.276, de 24 de Novembro de 1943 - artigos 4º, 6º e 9º - 35.518, de 2 de Março de 1946, 48.953, de 5 de Abril de 1969 e 693/70, de 31 de Dezembro.

3.1. No caso agora sub specie, a execução fiscal reporta-se a créditos do Estado provenientes de não pagamento de IVA e em que, como é claro, o exequente é o próprio Estado.

Isso, porém, não altera em nada as demais considerações efectuadas nos citados arestos, que até, a final (cfr. ponto 6.1.), discorreu, perfunctoriamente embora, sobre as situações em que as execuções fiscais incidam sobre a cobrança de dívidas previstas nas alíneas a) a c) do nº 1 e nas alíneas a) e c) do nº 2, um e outro do artº 233º do Código de Processo Tributário.

4. Daí que a resolução do recurso ora em causa seja entendível como questão de simples decisão, como aponta o nº 1 do artº 78º-A da dita Lei nº 28/82.

5. Justifica-se, por isso, ao abrigo desta disposição, a feitura da presente exposição, na qual o ora relator conclui por se dever conceder provimento ao recurso, determinando-se, assim, a reforma do despacho sob censura de harmonia com um juízo de compatibilidade constitucional das normas em apreço.

6. Notifiquem-se as «partes» nos termos e para os efeitos da última parte do mencionado nº 1 do artº 78º-A.

Lisboa, 27 de Novembro de 1992.

Bravo Serra