Portuguese Constitutional Court dismisses fiscal execution appeal citing prior precedent on tax code unconstitutionality.
Legislator summary
AI generatedThe Constitutional Court dismissed the fiscal execution appeal against a company, directing the lower tribunal to reform its decision based on a prior ruling. The lower court had declared itself incompetent because it found the tax code provisions regarding jurisdiction in Lisbon and Porto unconstitutional. The Court declined to re-examine the constitutionality of these specific articles, relying instead on the established doctrine from a previous full bench decision that found them valid.
Legislator headnote
AI generatedArt. 280.º n.º 1, alínea a), da Constituição; Art. 70.º n.º 1, alínea a), da Lei n.º 28/82: When a prior Constitutional Court decision has already ruled on the unconstitutionality of specific legal norms, subsequent appeals relying on that same ground must be dismissed in favor of the established precedent.
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ACÓRDÃO Nº 415/92
ACÓRDÃO N.º 415/92
Processo n.º 266/92
2ª Secção
Relator: Conselheiro Mário de Brito
Na presente execução fiscal instaurada a requerimento da Tesouraria da Fazenda Pública do 8.º Bairro Fiscal de Lisboa contra a A., Lda, o Tribunal Tributário de 1ª Instância de Lisboa julgou-se incompetente para os termos do processo, fundando-se para tanto na inconstitucionalidade dos n.ºs 1 e 2 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 154/91, de 23 de Abril, que aprovou o Código de Processo Tributário, isto é, as normas que determinam que "continuarão a correr nos tribunais de 1ª instância de Lisboa e Porto as execuções fiscais instauradas até á data da entrada em vigor do Código" (n.º 1) e mantêm no juiz da execução as competências atribuídas pelo Código ao chefe de repartição de finanças ou outras autoridades fiscais (n.º 2).
Daí o presente recurso para o Tribunal Constitucional, interposto ao abrigo dos artigos 280.º, n.º 1, alínea a), da Constituição e 70.º, n.º 1, alínea a), da Lei n.º 28/82, de 15 de Novembro.
Dado o elevado número de processos que subiram a este Tribunal tendo por objecto a mesma questão de inconstitucionalidade, o presidente determinou no processo n.º 503/91, ao abrigo do disposto no artigo 79.º-A da citada Lei n.º 28/82, que o julgamento se fizesse com intervenção do plenário e este veio a proferir em 21 de Outubro o acórdão n.º 331/92, já publicado no Diário da República, II série, de 14 de Novembro, que concluiu pela não inconstitucionalidade da "norma constante do n.º 1 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 154/91" ou da "norma resultante da conjugação daquele número com o n.º 2 do mesmo artigo".
A doutrina desse acórdão, embora não obrigatória, é de seguir no presente caso.
Pelo exposto, e remetendo-se para a fundamentação do mesmo acórdão, concede-se provimento ao recurso e, consequentemente, determina-se que o tribunal recorrido reforme a decisão em conformidade com o julgamento sobre a questão da inconstitucionalidade.
Lisboa, 2 de Dezembro de 1992.
Mário de Brito
Messias Bento
Bravo Serra
José de Sousa e Brito
Luís Nunes de Almeida